Sunt Lacrimae Rerum*
Rosildo BarcellosRosildo Barcellos13/11/2017 14:52

 Já não é mais segredo, que abro o meu dia abraçado a prosa heroica da manhã e continuo tentando ainda galgar os primeiros passos das letras, num mundo aonde a situação financeira, a ambição e a ingratidão tem vozes mais altas e veementes do que a atenção, o carinho e as boas práticas de atenção ao ser humano. E a gratidão tem intimidade com a memória. Como ser grato a alguém se já esqueceu o que foi feito ?.

Considero então a memória como o registro passo a passo da nossa cainhada, de cada família, de cada um de nós, porque cada um de nós temos um percurso único na história da humanidade  mas com o singelo dever de deixar eternizado o seu significado, assim como escreveu Juvenal Arduini “Viver é significar, não se morre quando se perde a vida mas quando se perde o significado” E quanto tem significado a vida de cada um de nós, eu porque escrevo e vocês porque leem. Acrescento o que Paulo Coelho Machado enfatizava “As cidades são construídas pelos humildes e tem o seu rosto, cabe aos líderes, aos heróis, defendê-las, aos governantes melhorá-las”, e que aproveito e desejo êxito na arte de administrar, aos diletos  Odilon Ferraz Alves Ribeiro, do Portal do Pantanal, Marcos Marcello Trad, da Cidade Morena e Angelo Chaves Guerreiro, da Cidade das Águas, e Ruiter Cunha na Cidade Brancal, que em nome destes, abraço os demais que tenham interesses e horizontes abertos, sem tirar os olhos dos menos favorecidos e aquinhoados pela sorte, que ainda penam por um atendimento médico e por uma moradia digna.

 E mais que isso, que honrem sua genealogia, que possa ser a mais simples, mas que tenha sido duradoura e heroica como a dos meus pais, ou de vários outros exemplos do jornalismo a citar tal qual  Farid Yunes em Corumbá, Ronaldo Regis em Aquidauana e Danilo Costa em Campo Grande  E lembrar que a nossa declaração de amor tem de ser diária aos nossos pais,  vivos ou mortos, retribuindo com o suor honesto do nosso trabalho Nossos pais começaram nossa história!

 E pra finalizar quero reafirmar que nossa vida deve ter alma, deve manifestar a alegria das gerações deve mostrar a garra de seu sobrenome e a determinação em busca de nosso real destino, por fim, não podemos, permitir que os “passos feitos” por todo aquele que comunga (ou comungou) da construção de nossa sociedade, sejam  apagados pelo esquecimento. Não podemos, (como ouvi tantas vezes de Hildebrando Campestrini - a quem dedico este artigo) e porque isso logo no aniversário do Estado? Porque justamente este nobre historiador, tinha a memória do nosso estado escrita em suas veias e ele dizia:  esquecer “é perder-se, é cancelar parte da vida”. Ao reverso, escrever é ato de sobrevivência, de permanência, de imortalidade. Afinal, somos imortais pela palavra.

Deixe seu comentário

Leia Também

SESC

+ mais galeriasGalerias de Fotos