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Política2010 teve escândalo semelhante a 2018, mas não mudou resultadoÀ época, a campanha de Puccinelli, que disputava a reeleição foi abalada, mas o governador foi reeleito com ampla maioria dos votos
sábado, 15 de setembro de 2018 - 15:29

No dia 21 de setembro de 2010, vazou um vídeo no Youtube do então deputado Ary Rigo, detalhando um esquema de distribuição de dinheiro entre autoridades do Executivo, Judiciário, Ministério Público (MP) e parlamentares. O fato causou um “terremoto” na campanha política da época e abalou a candidatura à reeleição do então governador André Puccinelli (PMDB), que caminhava a largos passos para uma vitória tranquila sobre seu oponente, José Orcírio Mirando dos Santos, o Zeca do PT.  

 O vazamento causou comoção e desarrumou a campanha de Puccinelli. Zeca saltou de 27% para 42% em algumas pesquisas e houve quem chegasse a prever uma virada do candidato petista. Porém, quando as urnas foram abertas, Zeca computou 38% dos votos contra os 58,72% de Puccinelli, que foi reeleito.

O fato tem semelhança, em termos de repercussão, com a Operação Vostok, deflagrada esta semana pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e Pará, balançando a campanha de Reinaldo Azambuja (PSDB) à reeleição. O governador teve que realizar uma maratona de esclarecimentos e entrevistas, tentando evitar um estrago ainda maior. O precedente de 2010, no entanto, revela que é necessário aguardar um pouco mais e, principalmente, avaliar as próximas pesquisas para se vislumbrar o tamanho do estrago, e se foi estabelecida uma tendência negativa ou apenas um “baque” momentâneo. Toda espécie de exemplos, contra ou a favor, são pinçáveis.
 
Em meio a isso tudo, um fato, porém, pode mudar o ânimo desta eleição, a renovação ou não, por parte do STJ, das prisões temporárias determinadas e que estão sendo cumpridas.
Uma renovação ou conversão para preventiva alongaria a repercussão negativa dos fatos. Se nada acontecer e todos saírem entre hoje e amanhã, a fervura deve ser reduzida dia a dia, limitando-se às críticas de campanha.

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