PolíticaDelcídio vira réu na Operação Lava Jato
Da redação com G1 Paranáquarta, 14 de março de 2018 - 18:59
Delcídio vira réu na Operação Lava Jato

O ex- senador de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral virou réu da Operação Lava Jato nesta quarta-feira (14). O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações, aceitou a denúncia contra o ex-petista, e inseriu seu nome na lista dos investigados, junta a outras dez pessoas. 

Agora, todos eles respondem como réus por crimes como corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro pelo pagamento de vantagens indevidas na compra de metade da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras.

A Petrobras pagou US$ 343 milhões por 50% da refinaria, enquanto a Astra Oil, da qual foi adquirida, havia pago cerca de US$ 56,5 milhões por toda ela, afirma a Lava Jato.

É a primeira denúncia aceita contra o ex-senador na Justiça Federal do Paraná. Antes, ele já havia se tornado réu na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília por obstrução à Justiça. A defesa dele disse que não vai se manifestar.

Também viraram réus Agosthilde Monaco de Carvalho, Alberto Feilhaber, Aurélio Oliveira Telles, Carlos Roberto Martins Barbosa, Cezar de Souza Tavares, Gregório Marin Preciado, Jorge Davies, Luis Carlos Moreira da Silva, Rafael Mauro Comino, Raul Fernando Davies além de Delcídio do Amaral Gomez

Denúncia

Segundo a denúncia, havia a praxe da cobrança de vantagem indevida sobre contratos da Diretoria Internacional da Petrobrás, dirigida por Nestor Cuñat Cerveró, com divisão entre o diretor e os seus subordinados.

A Refinaria de Pasadena estaria em péssimas condições de funcionamento, ainda conforme a denúncia, mas ainda assim elas foram ignoradas na aquisição pela Petrobras, porque os agentes da estatal estavam motivados com ganhos por vantagens indevidas.

Para viabilizar a compra, ainda conforme o MPF, foi ignorado relatório e avaliação que haviam sido na época feito pela empresa de consultoria Aegis Muse e foi ainda fraudado relatório de conclusão da visita dos agentes da Petrobrás à Refinaria.

Relata ainda o Ministério Público Federal que foram inseridos bônus no pagamento, de cerca de US$ 20 milhões sem aprovação prévia da Diretoria Executiva.

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