PolíticaVídeo: Wesley do JBS cita três governos de MS em delação
Da redaçãoSexta, 19 de Maio de 2017 - 15:21
Vídeo: Wesley do JBS cita três governos de MS em delação

Durante depoimento oficial para o acordo de delação premiada no dia 4 de maio de 2017, um dos donos da JBS, Wesley Batista, citou os dois últimos governadores de Mato Grosso do Sul Zeca do PT e André Puccinelli e o atual Reinaldo Azambuja e revelou suposto esquema de corrupção envolvendo pagamentos de propina em troca de redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

De acordo com Wesley o esquema começou durante o governo Zeca em 2003 e durou até o ano passado, já no governo de Reinaldo Azambuja.  “Começou com ele [Zeca] esse esquema conosco de acerto de pagamento de propina em troca de redução de pagamento de ICMS no estado. Isso era com o Joesley na época” conta Wesley.

Ele explica que o acordo feito em 2003 era de redução de 20% do benefício de redução do imposto em cima do benefício. Em 2010, Zeca do PT teria recebido o montante de R$ 3 milhões durante sua campanha, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie, no escritório da empresa em São Paulo.

Os pagamentos de propina, segundo o empresário eram feitos de várias formas. “As formas de pagamentos eram feitas por várias modalidades, notas fiscais frias, pagamento de doleiro a terceiros em espécie”, salienta. 

Na delação, Wesley cita empresas como a Proteco, além de gráficas e de criadores de gado. No total, somente Puccinelli teria recebido R$ 30 milhões em espécie e mais R$ 60 milhões via doleiro. “Do governo Puccinelli está aqui a relação da notas que é R$ 5 milhões pra Ivanildo, R$ 9,5 milhões para a empresa chamada Proteco Construções, R$ 980 mil pra gráfica...” declara em um trecho da delação.

Até o governo de Puccinelli Wesley conta que quem era responsável palas transações era o irmão Joesley, já no governo de Reinaldo Azambuja ele assumiu as negociações que eram feita pessoalmente na governadoria. Ele detalha uma nota de R$ 2,9 milhões da empresa Buriti e outros R$ 10 milhões em espécie.

Não foi explicitado se além das notas fiscais citadas existem outras provas documentais sobre a soma dos valores relatados como propina.

 

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