OpiniãoOs caminhos tortuosos do ambientalismo no MS“Uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade”, Paul Joseph Goebbels
Manoel Martins de Almeidaterça, 8 de maio de 2018 - 17:24
Os caminhos tortuosos do ambientalismo no MS

Todos aqueles que acompanham a história recente do Brasil já ouviram falar em Duda Mendonça e João Santana, conhecidos marqueteiros que levaram à Presidência da República as figuras que fizeram do país o alvo preferido das chacotas na imprensa internacional e do descrédito por parte das principais agências de classificação de risco pelo mundo. Poderíamos chamar a isso de propaganda enganosa. Nada contra a propaganda em si; ao contrário, há um dito popular que diz: “a propaganda é a alma do negócio”. Maléficas são, muitas vezes, as suas consequências quando se busca a manipulação da opinião pública através da propaganda massiva e ardilosa. Esta sim tem mostrado, através da História, resultados assustadores e trágicos.

  Paul Joseph Goebbels, chefe de propaganda do partido nazista, na Alemanha, dizia: “uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade”. Alicerçado em onze princípios básicos, assim se explica o pensamento do maquiavélico marqueteiro de Adolf Hitler.

1-       Princípio da simplificação do inimigo único – simplifique, escolha um inimigo por vez.

2-       Princípio do contágio – mostre algo perfeito e como o inimigo contamina o seu futuro.

3-       Princípio da transposição – culpar o inimigo por todos os males.

4-       Princípio da exageração e desfiguração – exagere as más notícias, transformando um delito em mil delitos, criando um clima de terror.

5-       Princípio da vulgarização – transformar toda ação do inimigo em uma coisa torpe.

6-       Princípio da orquestração – espalhar boatos que são transformados em notícias pela imprensa.

7-       Princípio da renovação – promover sempre novas notícias para que o inimigo não tenha tempo para pensar.

8-       Princípio do verossímil – interpretar os fatos de várias maneiras, mas todas elas contra o inimigo.

9-       Princípio do silêncio – ocultar toda informação que não seja conveniente.

10-   Princípio da transferência – potencializar o fato presente com um fato passado.

11-   Princípio da unanimidade – convergência em assuntos de interesse geral, apoderando-se do sentimento produzido colocando-o contra o inimigo escolhido.

Olhando com atenção, podemos observar que estes princípios estão presentes no marketing político brasileiro há bastante tempo. Da mesma forma tem-se utilizado deles a campanha ambientalista em nosso país, mormente aqui em Mato Grosso do Sul. Cumpre-se à risca o pensamento de Goebbels, utilizando-se de todos os meios que o dinheiro e o poder político possam patrocinar, indispondo a opinião pública com os produtores rurais da planície pantaneira através da influencia na imprensa e nos centros do poder. (Princípios 1, 4, 6 e 11).

Cooptaram recentemente dois parlamentares que, de pronto, apresentaram na Assembleia Legislativa proposta de lei mais restritiva às atividades econômicas da planície, (princípios 2, 4, 10 e 11). Chega a emocionar esse amor extremo ao Pantanal.

Mas quem são essas excelências? Um deles cumpre seu ideológico destino bolivariano. Nada a acrescentar. O outro vem da próspera região ao Sul do Estado, a Grande Dourados, orgulho do setor agrícola brasileiro, celeiro que alimenta e dá emprego neste país tão necessitado. Nas terras douradenses se cultiva toda sorte de produtos agrícolas que engrossam a nossa pauta de exportação e trazem divisas para o nosso país. Mas também é verdade que já cobriram aquele solo fértil, densas florestas e cerrados de perobas, aroeiras, cerejeiras, paus-ferros, ipês-roxos, guatambus, cedros, bálsamos, quebrachos, faveiros, guarirobas, pequizeiros, jatobeiros  e muitas outras frondosas e seculares árvores da flora brasileira, além das ervas medicinais utilizadas pelas populações tradicionais da região. Foi necessário tudo sacrificar para que se plantasse comida. Sabemos, porém, que acompanha o desmatamento radical a extinção da fauna, a morte das nascentes, a erosão do solo, o assoreamento dos cursos d’água. Derrubada a mata, tombado, gradeado e adubado o solo faz-se o plantio. Brotada a semente, aplica-se o agrotóxico de efeitos colaterais nefastos para a fauna e o ser humano.  Tudo isso em nome da produção de alimentos. Ainda bem! Então tá! (princípio 9).

Suas excelências talvez tenham ido pescar no Pantanal, mas não o conhecem de fato, por isso não deveriam singrar nossas águas nessa canoa furada do movimento ongueiro. Por aqui não se pretende tanta riqueza, pois o ambiente nos impõe limites. Aqui no Pantanal trabalhamos com o varejo; o atacado quem faz é a Mãe Natureza. Não é a isso que chamamos desenvolvimento sustentável? Sempre respeitamos e conservamos o meio ambiente pantaneiro e a prova disso é o valor que temos como moeda de troca para todas as estripulias que se cometem nos planaltos (principio 9). Bem de acordo com o 7º principio de Goebbels, o da renovação, ainda estando em discussão a PL 750 no Senado Federal e suas excelências se apressam em nos enfiar goela abaixo mais leis restritivas. Fica absolutamente claro que existe algo por trás de tudo isso. Digo isso porque é na esteira desse movimento dito ambientalista com relação aquela proposta de lei que tramita nas comissões do Senado Federal, a denominada Lei do Pantanal, que se alinham os dois parlamentares.

Temos certeza, porém, que a grande maioria daquela casa legislativa, não concorda com essa visão preconceituosa para com o homem pantaneiro e que esta proposta de lei não há de prosperar.

O fato é que foi escolhido o inimigo, o homem pantaneiro, (princípio 1) que contamina o futuro do Pantanal (princípio 2); devemos culpá-lo por todos os males (princípio 3); criando um clima de terror (princípio 4); transformando a sua vida em coisa torpe (princípio 5), através de boatos e acusações levianas na imprensa (princípio 6); exercendo a pressão através de novas notícias permanentemente (princípio 7); interpretando fatos de várias maneiras contra ele (princípio 8); ocultando toda informação não conveniente (princípio 9); potencializando os fatos presentes com os fatos do passado(princípio 10), colocando o sentimento produzido contra ele (princípio 11).    

É mister que a sociedade sul-mato-grossense se aproprie da verdade sobre tudo o que ocorre nesse sentido em nosso Estado, pois com a manipulação dos fatos se pretende engessar o desenvolvimento do Pantanal, expulsando o elemento humano da região. A História nos ensina a respeito.

*Manoel Martins de Almeida

Produtor rural no Pantanal  

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