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Agronegócio

Após pesquisa, supermercados europeus boicotam carne brasileira

Pesquisa aponta relação da carne brasileira com crimes ambientais ao redor de todo o Brasil

16 dezembro 2021 - 19h43Pedro Molina, com pesquisa da Repórter Brasil

A indústria da carne é hoje uma das maiores responsáveis pelo desmatamento global de florestas nativas, e após investigação e pesquisa da Repórter Brasil em colaboração com a organização Mighty Earth apontar relação entre a carne vendida pelo Brasil para grandes varejistas nos Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido com o desmatamento de florestas brasileiras, várias redes de supermercados na Europa começaram um boicote contra a compra de carne brasileira.

A pesquisa demonstrou exemplos claros de como, através dos chamados "fornecedores indiretos", mesmo as carnes vendidas por abatedouros distantes das principais fronteiras agrícolas podem estar conectadas a crimes ambientais ao longo do Brasil inteiro.

Após a publicação da investigação, seis redes de supermercados europeias, incluindo duas de propriedade da empresa holandesa Ahold Delhaize, uma subsidiária do Carrefour, afirmaram, nesta quarta (15), que deixarão de vender ao menos uma parte dos derivados de carne bovina brasileira devido sua relação com o desmatamento.

 

Ao fim da pesquisa, a organização Mighty Earth deixou uma série de recomendações para o setor frigorifico brasileiro:

Estabelecer um compromisso público com a produção livre de desmatamento e conversão no uso do solo;

Incluir uma data limite nas diretrizes de aquisição de gado;

Estabelecer um sistema de gestão da cadeia de suprimentos: para selecionar ativamente todas as transações potenciais com fazendas fornecedoras diretas;

Melhorar a rastreabilidade e alcançar uma rastreabilidade eficaz nas cadeias de abastecimento, adotando ferramentas confiáveis para ligar fazendas de fornecimento direto e indireto;

Comprometer-se a apresentar relatórios regulares sobre os resultados de verificação monitoramento, pelo menos semestralmente;

Empreender advocacy e apoiar a entrega e monitoramento eficazes dos compromissos de desmatamento;

Alterar investimentos para um modelo de negócios alinhado com a meta do Acordo de Paris de limitar o crescimento das temperaturas globais a 1,5 graus Celsius.

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