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Brasil

A 500 dias da Copa, autoridades admitem atrasos e estouros de orçamento, mas mantêm otimismo

28 janeiro 2013 - 10h04

Faltando 500 dias para o início da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, mais da metade das obras planejadas pelas autoridades públicas para preparar o país para receber o torneio estão atrasadas e correm o risco de não ficarem prontas a tempo. Em seis das 12 cidades-sede, as autoridades já desistiram de concluir antes de 2014 o que se propuseram a fazer. Todos os estádios, que deveriam ser construídos com dinheiro privado, foram ou estão sendo erguidos com dinheiro público. Os aeroportos também estão com obras atrasadas, e alguns estarão em obras durante o Mundial.

O país vem se preparando para sediar o evento desde outubro de 2007, tendo criado um plano de obras e intervenções urbanas que deveria ser concluído com tempo de sobra, deixando no país um legado que sobreviveria à competição. Não é o que irá acontecer. A Copa, porém, será realizada. Não da maneira nem pelo preço inicialmente planejados, isso já é certo, mas ainda assim de modo satisfatório, segundo acredita Ricardo Trade, diretor de operações e CEO do COL (Comitê Organizador da Copa de 2014). "Pode até faltar uma coisa ou outra, mas (a Copa) vai funcionar", afirma o executivo.

Trade afirma que os estádios estarão operantes, mesmo "que falte pintura na calçada" em uma ou outra arena. Para ele, os aeroportos estarão funcionando, e conseguirão suprir a demanda, mesmo que seja necessária a criação de um sistema de "bate e volta", levando e trazendo de volta as pessoas para as cidades-sedes que não tiverem estrutura hoteleira suficiente para receber todos os turistas do evento.

Já o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, embora admita atrasos e aumento de custos, acredita na capacidade de superação do povo brasileiro para realizar uma Copa de sucesso: "O Brasil tem que mostrar sua capacidade e superar suas deficiências. Temos que reunir energias, esforços e passar apoio para que caminhemos de mãos dadas", afirma. Para ele, os atrasos são culpa do clima e do excesso de fiscalização nas obras.  

Otimismo e justificativas à parte, fato é que a forma como o país organiza a Copa do Mundo é diferente da maneira que se previu inicialmente. Relatório publicado pela Fifa em 2007, onde a entidade justificava a escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014, traz a seguinte informação: "O modelo brasileiro para a Copa do Mundo de 2014 dará prioridade ao financiamento privado na construção e reforma dos estádios. O objetivo é erguer arenas modernas que atenderão ao padrão Fifa, enquanto os recursos públicos serão aplicados em obras de infraestrutura, de aeroportos, rodovias e hospitais".

Via Uol

Senar - agosto2020

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