O presidente Jair Bolsonaro comemorou o acordo fechado entre o Mercosul e a União Europeia, anunciado na sexta-feira (28), em Bruxelas. Em entrevista em Osaka, no Japão, onde participou da Cúpula do G20, Bolsonaro disse que o Brasil foi contemplado no acordo. “Como um todo [o acordo] foi muito bom para o Brasil. É uma operação dominó. Com toda certeza, outros países terão interesse em negociar conosco”.
Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos.
Os países do Mercosul e da União Europeia formarão uma das maiores áreas de livre comércio do planeta a partir do acordo anunciado em Bruxelas. Juntos, os dois blocos representam cerca de 25% da economia mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas.
Meio ambiente
Bolsonaro disse ter conversado com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a questão climática brasileira. Segundo Bolsonaro, ele teve uma conversa cordial com Merkel.
“De maneira bastante cordial, mostramos que o Brasil mudou o governo e é um país que vai ser respeitado. Falei para ela também da questão da psicose ambientalista que existe para conosco. Uma conversa muito parecida com o senhor Macron, da França. Até o convidei para conhecer a região amazônica”, disse o presidente.
Ao desembarcar na quinta-feira (27) em Osaka para a reunião de Cúpula do G20, Bolsonaro disse que a Alemanha tem muito a aprender com o Brasil na área de meio ambiente. Bolsonaro fez o comentário rebatendo declaração da chanceler alemã, que disse querer conversar com ele sobre o desmatamento no Brasil.
Em sua conta no Twitter, Bolsonaro postou fotos com os líderes com quem se encontrou antes de embarcar para o Brasil: o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, o príncipe da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente argentino, Mauricio Macri.
Bolsonaro também se reuniu com o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos. Eles trataram de temas como a relação comercial entre os dois países, a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a situação da Venezuela.
Ministério do Turismo
Ao ser perguntado sobre a prisão de assessor do Ministério do Turismo, Bolsonaro disse que vai se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quando chegar ao Brasil. Questionado se o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, continua no cargo, Bolsonaro respondeu: “Até segunda-feira (1º), os 22 são ministros”.
Na quinta-feira (27), a Polícia Federal deteve, em Brasília, o assessor especial do Ministério do Turismo, Mateus Von Rondon Martins. Sócio-fundador de uma empresa de serviços de internet e marketing criada em 2013 e cujas atividades encerrou em janeiro deste ano, pouco antes de se tornar assessor direto do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, Martins é suspeito de integrar um suposto esquema que fraudava candidaturas eleitorais em Minas Gerais.
Outros dois ex-assessores do ministro do Turismo também foram presos em caráter temporário nesta mesma operação: Robertinho Soares e Haissander Souza de Paula, que foram assessores de gabinete do ministro Marcelo Álvaro Antônio quando este foi deputado federal, entre 2015 e 2019.
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O presidente Jair Bolsonaro (Reprodução)



