O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou o advogado André de Almeida Mendonça para o comando do Ministério da Justiça, na vaga deixada pelo ex-juiz federal Sergio Moro, que deixou o cargo na semana passada ao acusar o presidente de interferências na Polícia Federal.
A nomeação de Mendonça foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (28), assim como a nomeação do delegado Alexandre Ramagem, amigo dos filhos do presidente, para o comando da Polícia Federal (PF).
Mendonça, estava à frente da Advocacia Geral da União (AGU), no lugar de Mendonça na AGU, Bolsonaro oficializou o atual procurador-geral da Fazenda, José Levi do Amaral, nome apoiado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
O novo ministro da Justiça, que também é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília, integrava a AGU desde 2000, quando encerrou sua atividade como advogado concursado da Petrobras (1997-2000).
A sua transferência para a Justiça teve o apoio da cúpula militar e a articulação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dias Toffoli. A expectativa agora é a de que ele melhore a relação de Bolsonaro com o Poder Judiciário.
Polícia Federal
Já o novo diretor-geral da PF era diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é homem de confiança do presidente e de seus filhos.
Delegado de carreira da Polícia Federal, Ramagem se aproximou da família Bolsonaro durante a campanha de 2018, quando comandou a segurança do então candidato a presidente.
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) é um dos seus principais fiadores e esteve diretamente à frente da decisão que o levou ao comando da agência de inteligência em junho passado.
Carlos é investigado pela PF, conforme revelou a Folha no sábado (25), como um dos articuladores de um esquema criminoso para espalhar fake news. Bolsonaro quer Ramagem à frente da corporação que apura a conduta do próprio filho.
Delegado da Polícia Federal desde 2005, Ramagem comandou, de 2013 a 2014, a Divisão de Administração de Recursos Humanos e a de Estudos, Legislações e Pareceres, de 2016 a 2017.
Atuou ainda na coordenação de grandes eventos realizados no país nos últimos anos, como a Conferência das Nações Unidas Rio+20 (2012), a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e a Olimpíada do Rio (2016).
Em 2017, Ramagem integrou a equipe responsável pela investigação e inteligência de polícia judiciária na Operação Lava Jato. Em uma das ações que comandou, a Operação Cadeia Velha, ocorreu a prisão de integrantes da cúpula da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Em 2018, antes de atuar na segurança de Bolsonaro, assumiu a Coordenação de Recursos Humanos da Polícia Federal, na condição de substituto. Após a eleição, em janeiro de 2019, foi para Secretaria de Governo e, de lá, para a Abin.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Concurso da Câmara tem novo edital para policial legislativo

Relator do TCU deve dar aval à liquidação do Banco Master

Homem é resgatado após ficar preso entre carro e barranco a noite inteira

Ainda dá tempo de apostar na Mega-Sena deste sábado

CNU divulga notas da prova discursiva da segunda edição

Nascidos em 2008 já podem fazer o alistamento militar; para mulheres, é opcional

Estádios podem ter setor exclusivo para mulheres, crianças e pessoas com deficiência

Brasil e Santa Sé celebram 200 anos de relações diplomáticas

INSS abre agências no fim de semana para compensar suspensão de atendimentos


André de Almeida Mendonça para o comando do Ministério da Justiça e delegado Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal (PF) (Reprodução/Internet)


