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Chineses encontram peça de foguete que levou satélite Cbers-3 ao espaço

10 dezembro 2013 - 11h59Via G1
Imagem divulgada nesta terça-feira (10) pela agência Reuters mostra moradores da vila Sanxi, na província de Jiangxi, coletando componente que se soltou do foguete Longa Marcha 4B, que decolou na madrugada dessa segunda (09) com o satélite sino-brasileiro Cbers-3. O equipamento não entrou em sua órbita após uma falha na terceira e última etapa do lançador.

O fracasso do lançamento foi confirmado por técnicos chineses às 4h30 (hora de Brasília). Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o motor de propulsão do veículo espacial chinês foi desligado 11 segundos antes do previsto e impediu que o satélite atingisse a velocidade mínima para ser mantido em órbita.

As causas do problema serão investigadas. Para amenizar o impacto da perda do equipamento, o instituto pretende antecipar o lançamento do Cbers-4.

O foguete chinês Longa Marcha 4B já tinha operado 34 vezes, com sucesso, antes de levar o Cbers-3 ao espaço. O governo brasileiro investiu R$ 160 milhões no projeto. O satélite não era resguardado por nenhum tipo de seguro.

Futuro do programa será debatido
Nesta terça está prevista para acontecer na China uma reunião extraordinária do comitê conjunto de coordenação do programa Cbers, da qual participam representantes de todas as partes envolvidas no projeto, de acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O foco do encontro será discutir as causas da falha do lançamento e os próximos passos do programa espacial.

Segundo a pasta, participam da reunião o ministro da ciência, Marco Antonio Raupp, o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, e o diretor do Inpe, Leonel Perondi, além de representantes chineses responsáveis pelo desenvolvimento do satélite, do lançador e pelas operações de lançamento.

Satélite seria avanço no monitoramento do Brasil
O Cbers-3 foi projetado com quatro câmeras, de diferentes resoluções e capacidade de captação, responsáveis por coletar imagens com maior qualidade de atividades agrícolas e contribuir com o monitoramento da Amazônia, auxiliando no combate de possíveis desmatamentos ilegais e queimadas – foco de projetos ligados também ao Ministério do Meio Ambiente, como o Prodes e o Deter.

Dificuldades para criar novas tecnologias espaciais, consideradas complexas, atrasaram o programa, segundo o diretor do Inpe, Leonel Perondi, que está no país asiático e acompanhou o envio do satélite ao espaço.

O objetivo do Cbers-3 seria preencher um vácuo deixado pelo Cbers-2B, que encerrou suas atividades em 2010. Desde então, o programa sino-brasileiro ficou sem equipamentos para fornecer imagens aos países parceiros. Também foram lançados o Cbers-1 e Cbers-2, que já não funcionam.

O Brasil tem 50% de participação no novo equipamento. Antes, a participação no desenvolvimento de satélites com a China era de 30%.
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