A defesa do presidente Michel Temer disse hoje (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o eventual processamento de uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer é temerário diante das suspeitas de ilegalidade das provas da delação de executivos do Grupo J&F, controlador da JBS.
Ao subir à tribuna nesta tarde, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante do presidente, reafirmou pedido suspender uma eventual denúncia contra o presidente a ser apresentada nesta semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Acho temerário o processamento de uma denúncia em face dos dados que estão sendo colhidos”, alertou o defensor.
De acordo com Mariz, a denúncia deve ficar suspensa até o fim das investigações sobre a revisão da delação premiada do empresário Joesley Batista e sobre a validade das gravações que foram entregues a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“As provas precisam ser pesquisadas, podem ter sido forjadas, podem conter mentiras. Elas podem ter sido fruto de uma artimanha, algum artifício. Tanto que um deles [Joesley] está preso”, disse.
Na avaliação de Mariz, suspeitas de que o ex-procurador da República Marcello Miller teria beneficiado os delatores da J&F, fato que motivou abertura de processo de revisão da delação, justifica cautela no prosseguimento das investigações e a suspensão da eventual denúncia.
A eventual denúncia contra Temer deve ser enviada ao Supremo ainda nesta semana, a última de Rodrigo Janot no comando da PGR. A partir de segunda-feira (18), Raquel Dodge sucederá o procurador, que ficou no cargo por dois biênios.
Após a manifestação da PGR, os dez ministros que estão presentes na Corte devem começar a votar.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

TSE fará atualização de segurança em sistemas na segunda-feira

Senado pode quebrar patente do Mounjaro e autorizar produção do medicamento no Brasil

Mulher é presa após arremessar gata do 12º andar de prédio em Curitiba

Dieese aponta que 10 milhões de trabalhadores ficam isentos do Imposto de Renda

STJ caminha para afastar ministro acusado de importunação sexual

Adolescente mata ex-namorada de 16 anos a tiros em padaria

Ministro do STJ acusado de importunação sexual pede licença médica

Anvisa e MPF unem forças para frear comércio ilegal de cigarros eletrônicos

Supremo analisa se Ministério Público deve arcar com honorários ao perder ação






