A Expo Astana 2017, que enfoca o lema A Energia do Futuro, foi inaugurada hoje na capital do Cazaquistão com a presença de 17 chefes de Estado e de governo de todo o mundo e um espetáculo de luzes e fogos de artifício que iluminou o céu da moderna capital do país centro-asiático. Espera-se que a exposição internacional atraia entre dois e cinco milhões de visitantes. A informação é da agência EFE.
O evento, cujo foco está nas energias renováveis, conta com a participação de 115 países e 22 organizações internacionais e já é considerado um marco no setor.
"Uma exposição desta escala é o resultado do trabalho da comunidade mundial. A Expo é a promoção da 'marca Cazaquistão' no mundo", disse no discurso de abertura o presidente do país, Nursultan Nazarbayev. A mostra internacional promete ser um centro de exibição e discussão de novas ideias dos países e organizações participantes sobre energias alternativas e renováveis.
"A humanidade está a ponto de criar uma energia altamente eficiente e nossa exposição contribuirá para o desenvolvimento da energia limpa. Milhões de cazaques e milhares de convidados estrangeiros poderão se atualizar na mostra com as últimas tendências e ideias", disse o líder cazaque no Centro de Congressos.
Energias renováveis
A Expo Astana 2017 pretende trazer reflexões sobre a importância de se avançar para um sistema energético mundial baseado cada vez mais em energias renováveis, que ajudem a reduzir as emissões de CO2 e a dependência do petróleo e aumentem a autonomia energética das diferentes regiões e comunidades do mundo.
"Soluções de energias sustentáveis não são fáceis de serem encontradas. São o resultado de anos de trabalho, desenvolvimento e colaboração. Hoje, a Expo Astana 2017 nos permite unir nossas forças e trabalhar lado a lado para o futuro", afirmou o presidente do Escritório Internacional de Exposições, Steen Christensen.
Cultura e tecnologia
Duversos chefes de Estado e de governo de todo o mundo estiveram presentes na abertura da exposição, entre eles o rei da Espanha, Felipe VI, e os líderes dos países-membros da Organização de Cooperação de Xangai (OCS, sigla em inglês), formada por Rússia, China, Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, Paquistão e Índia.
Os convidados visitaram o pavilhão Nur Alem, a maior construção esférica do mundo, com 80 metros de diâmetro, que é símbolo desta Expo. A abertura contou também com um espetáculo multimídia no Centro de Congressos da capital, onde robôs e pessoas dividiram o palco em uma apresentação cuja temática foi a energia, sob uma estética contemporânea.
Também não faltaram apresentações musicais, com músicas e danças tradicionais do Cazaquistão. "Seis mil eventos culturais serão realizados dentro da Expo. Os visitantes poderão aprender sobre a cultura e a história do povo cazaque e também visitar outros cantos do Cazaquistão", disse o presidente Nazarbayev.
Entre a mostras, se encontram 71 números do Cirque du Soleil, desenvolvidos especialmente para a Expo, e apresentações de Plácido Domingo, Steve Aoki, Eros Ramazzotti e Afrojack, entre outros.
Infraestrutura
Para receber o grande número de visitantes, foram construídos vários hotéis, entre eles o luxuoso Ritz-Carlton, e residências para 40 mil estudantes, bem como melhorias no sistema de transportes.
O Cazaquistão também construiu um novo megaterminal no Aeroporto Internacional de Astana, que aumenta sua capacidade para movimentar 8,2 milhões de passageiros por ano.
Além disso, o país centro-asiático fechou diferentes acordos bilaterais e multilaterais de "céus abertos" durante os três meses de duração da Expo 2017 e flexibilizou o regime de vistos para dezenas de países.
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