A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-governador do estado Sérgio Cabral e a empresa francesa Michelin a ressarcir os cofres públicos, por benefícios fiscais irregulares. Segundo informações do Ministério Público Estadual, os benefícios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foram concedidos a partir de 2010.
A cobrança do imposto foi sendo adiada, por prazo indeterminado, enquanto a empresa comprava maquinário para a ampliação de sua fábrica em Itatiaia, no sul fluminense.
O processo começou como uma ação popular, que pedia para a Justiça considerar os benefícios ilegais. Mas a ação foi julgada improcedente. Então, a 11ª Promotoria de Justiça de Fazenda Pública, do Ministério Público Estadual, recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça.
Os valores a serem ressarcidos não foram divulgados pelo Ministério Público. Em nota, divulgada por sua assessoria, Cabral considerou a decisão equivocada, já que, segundo ele, o incentivo permitiu que a Michelin consolidasse suas fábricas dentro do estado e que isso triplicou o ICMS pago.
Para o ex-governador, a política de incentivos dos últimos nove anos atraiu grandes empresas para o estado. “Uma decisão equivocada e em que cabe recurso pela sua aberração jurídica e violência contra uma política de desenvolvimento pautada em regras e compromissos recíprocos dos entes privados e do governo do estado. Essa decisão pode comprometer bilhões de investimentos que serão realizados no estado nos próximos anos, além de gerar insegurança jurídica”, diz a nota.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Latam demite piloto preso por estuprar meninas

Após Gaga e Madonna, Shakira é confirmada como atração do Todo Mundo no Rio

Confiança da população no SUS aumenta nos últimos anos, revela levantamento da OCDE

Vídeo: Empurrão em discussão entre Sol e Ana Paula gera pedido de expulsão no BBB

CNJ condena desembargador de MS à aposentadoria compulsória por soltar traficante

Promotor do MPMS toma posse no Conselho Nacional do Ministério Público

STJ determina afastamento de Marco Buzzi por suspeita de importunação sexual

Brasil sobe um ponto no índice da corrupção e mantém desempenho crítico

CNJ conclui plano de trabalho para prevenir e mitigar erros judiciais no Brasil






