Os Estados-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e mais a Colômbia, o Chile, a Guiana e o México, reunidos na cúpula de chefes de Estado do bloco, que acontece na cidade argentina de Mendoza, pediram nesta sexta-feira (21) à Venezuela o restabelecimento da ordem institucional e de um diálogo entre a oposição e o governo de Nicolás Maduro. A informação é da agência EFE.
Numa declaração conjunta, os países reiteraram sua "profunda preocupação com o agravamento da crise política, social e humanitária" na Venezuela, fazendo "um apelo urgente pelo fim da violência no país e pela libertação de todos os detidos por razões políticas".
Os países signatários da declaração exigem o restabelecimento "da ordem institucional, a vigência do Estado de direito e a separação de poderes, dentro do pleno respeito às garantias constitucionais e aos direitos humanos". As nações pediram ainda ao governo e à oposição da Venezuela que "não tomem nenhuma iniciativa que possa dividir ainda mais a sociedade venezuelana e agravar conflitos institucionais".
"Convencidos de que a solução para a crise só poderá ser resolvida pelos próprios venezuelanos, (os países signatários da declaração do Mercosul) pedem diálogo ao governo e às forças opositoras da irmã República Bolivariana da Venezuela,que permita um arranjo político crível", diz o texto.
Finalmente, os países reiteraram "sua plena disposição para conduzir esse processo de diálogo entre os venezuelanos da maneira que seus atores considerarem mais conveniente". A reunião de cúpula envolveu os integrantes do Mercosul, Estados Associados, México e convidados especiais.
A declaração só não foi assinada por alguns dos países que participaram do encontro, como a Bolívia, o Equador e o Suriname.
Desde 1º de abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, muitas delas violentas e que já deixaram cerca de 100 mortos e mais de mil feridos. O governo Maduro convocou para o dia 30 de julho as eleições para a formação de uma Assembleia Nacional Constituinte, à qual se opõe a oposição. A iniciativa também é criticada pelo Mercosul, bloco do qual a Venezuela também faz parte mas está suspensa por conta dos conflitos
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