Menu
Busca quinta, 23 de maio de 2019
(67) 99647-9098
Brasil

Nova denúncia faz oposição cobrar saída imediata de Lupi

26 novembro 2011 - 18h09Folhapress

Líderes da oposição cobraram neste sábado (26) da presidente Dilma Rousseff a demissão do ministro Carlos Lupi (Trabalho) após a revelação de que ele foi durante cerca de seis anos funcionário fantasma da Câmara dos Deputados. A avaliação é que o fato atinge diretamente o ministro ao envolvê-lo numa atitude questionável eticamente.

A Folha de São Paulo revelou na sua edição de hoje que o ministro foi funcionário da Câmara de 2000 a 2006, lotado na liderança do PDT como assessor técnico. Nesse período ele foi vice e presidente nacional do partido e, segundo relatos de deputados, ex-deputados e assessores exerciam funções exclusivamente partidárias.

Lupi foi assessor-fantasma da Câmara por quase seis anos

O fato também chamou a atenção do ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal). "Sempre que algo acontece no setor público devemos questionar o que ocorre na iniciativa privada. Ele não ficaria apenas recebendo e trabalhando em outro setor", afirmou. "É algo que foge aos padrões que são aguardados. Falo de uma forma geral porque essa mesma situação pode se repetir em outros casos", complementou.

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), avaliou que neste caso Lupi não tem como responsabilizar desvios de assessores, como tem feito até agora nas demais denúncias envolvendo o Ministério do Trabalho.

"Tem um elenco enorme de irregularidades e agora envolvendo ele próprio em atitudes antiéticas", afirmou Nogueira. O PSDB já afirmou, em nota, que irá ingressar com pedidos de investigação na Procuradoria-Geral da República e no Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Já o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse que não reconhece mais Lupi como ministro do Trabalho. "Não tem mais nada para falar com ele. Ou ele se demite ou a presidente da República tem que assumir esse papel", disse, descartando convocar Lupi para se explicar no Congresso.

Para o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), o caso é "muito grave" e deve ser investigado.

"Acho que é uma situação difícil quando você coloca o presidente nacional do partido para exercer uma função subordinada a liderança. Fica difícil controlar o ponto. Se ele não for trabalhar, quem vai cortar o ponto dele? Confunde-se o presidente do partido com o assessor do partido", disse o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO).

OUTRO LADO

O ministro negou ter cometido ilegalidade, mas admitiu que só "às vezes" dava expediente no escritório parlamentar. Lupi ocultou o emprego da Câmara nas biografias que publicou no site oficial da pasta e na página do PDT.

Fac Feijoada 2019

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
STF disciplina fornecimento pelo SUS de remédio sem registro
Brasil
STF começa a julgar fornecimento de remédios de alto custo pelo SUS
Brasil
Governo está reavaliando decreto de armas, diz porta-voz
Brasil
Bolsonaro não vai à manifestação de domingo e manda ministros se afastarem
Brasil
Toffoli defende que reformas devem "enxugar" a Constituição
Brasil
Bolsonaro se reúne com ministros no Palácio da Alvorada
Brasil
Ruptura iminente faz Vale paralisar ferrovia
Brasil
“Juízes devem zelar para que pactos sejam cumpridos", diz Toffoli
Brasil
Menores vítimas de violência sexual costumam mostrar sinais
Brasil
Mega acumula e pode pagar R$ 12 mi no próximo sorteio

Mais Lidas

Geral
Bosque dos Ipês terá exposição de animais marinhos de dez metros
Clima
Temperatura volta a cair nesta quarta-feira, em Mato Grosso do Sul
Polícia
Massacre deixa seis mortos na fronteira
Política
Reinaldo e Marquinhos apresentam plano para desassorear Parque das Nações