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Petroleiros entram em greve cobrando reajuste real e fim de retrocessos

A categoria cobra acordo compatível com os lucros da Petrobras

15 dezembro 2025 - 09h12Sarah Chaves, com Brasil de Fato

Petroleiros de todo o país iniciaram greve nesta segunda-feira (15) para pressionar a Petrobras a atender reivindicações consideradas centrais na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025-2026. A paralisação foi aprovada em assembleias nas bases sindicais e ocorre após a empresa apresentar uma terceira proposta que, segundo a categoria, mantém perdas salariais, ignora direitos e amplia a precarização das condições de trabalho.

Entre as principais reivindicações estão um ACT compatível com o porte e o lucro da Petrobras, reajuste salarial com ganho real efetivo, solução para os Planos de Equacionamento dos Déficits da Petros e a retirada de cláusulas consideradas prejudiciais aos trabalhadores ativos e aposentados. Os sindicatos também cobram a preservação de direitos que hoje estão em discussão na Justiça e que podem gerar ganhos à categoria.

Segundo o coordenador-geral do Sindipetro do Norte Fluminense, Sérgio Borges. Se a empresa não recuar nos ataques colocados nesta campanha reivindicatória, não apontar solução para os déficits da Petros e não apresentar um ACT à altura da Petrobras, a resposta será uma greve forte, com controle e paralisação da produção.

Em nota, o Sindipetro RJ afirma que a proposta apresentada em 9 de dezembro mantém o arrocho salarial e aprofunda a desvalorização dos trabalhadores. O sindicato destaca ainda que o texto prevê retrocessos que pioram as condições de trabalho e renda, atingindo tanto quem está na ativa quanto aposentados e pensionistas.

Outro ponto de crítica é o discurso de contenção de gastos adotado pela empresa, contrastando com a divulgação de lucros bilionários. Para os trabalhadores, enquanto a Petrobras distribui R$ 32,7 bilhões aos acionistas, apresenta um acordo rebaixado à categoria.

Entre as divergências específicas está a proposta de ganho real de 0,5% na Remuneração Mínima por Nível e Regime, considerada insuficiente. Os petroleiros afirmam que o reajuste é neutralizado pela inclusão de uma cobrança adicional para custear despesas administrativas do plano de saúde. Também há contestação à redução de postos de trabalho, vista como fator de precarização e risco à segurança operacional.

A antecipação da Participação nos Lucros ou Resultados é tratada pelos sindicatos como falsa concessão, já que o pagamento estava previsto em acordos anteriores. Durante a greve, o Sindipetro RJ anunciou protestos em plataformas, terminais, no Aeroporto de Maricá, no Complexo de Energias Boaventura e em unidades administrativas da empresa.

Em nota, a Petrobras informou que mantém diálogo com as entidades sindicais, afirma que a proposta apresentada contempla avanços e diz buscar a conclusão do acordo na mesa de negociação. A empresa declarou ainda que respeita o direito de manifestação dos empregados e que poderá adotar medidas de contingência para manter suas atividades.

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