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População abaixo da linha da pobreza triplica no Brasil, aponta levantamento

São 27 milhões de brasileiros nesta linha, cerca de 12, 8% da população

08 abril 2021 - 11h35Sarah Chaves, com informações da CNN

O número de cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza triplicou, em meio a pandemia e atinge cerca de 27 milhões de pessoas, 12,8% da população brasileira, conforme levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Os dados também apontam que muitas famílias tentam sobreviver com o valor de R$ 246,00 (US$ 43,95) por mês. Pesquisadores afirmam que os altos níveis de desemprego e a ausência de políticas públicas dificultaram o acesso à renda, conduzindo para o pior cenário da pobreza no Brasil, nos últimos dez anos.

A nova pesquisa da FVG, divulgada nesta quinta-feira (8), mostra que como o novo auxílio emergencial mais de 40% dos trabalhadores não conseguirão ter suas perdas de renda compensadas após o tempo de interrupção. Considerando o repasse do valor de R$ 150, a estimativa é que a perda de renda será de 2% para os homens e de 4% para as mulheres, que pode agravar ainda mais a situação da fome. O estudo ainda revela que trabalhadores de todos os estados sofrerão com perdas de renda ainda que a família esteja apta a receber a parcela de R$250. 

Há mais de 30 anos, a ONG Ação da Cidadania com núcleos de voluntários em todo o Brasil, está promovendo a campanha Brasil sem fome, que conta com apoio da sociedade civil e o setor privado para levar alimentos aos mais atingidos pela crise econômica.

Em 2020, se arrecadou o suficiente para 10.000 mil toneladas de alimentos que apoiaram quase quatro milhões de brasileiros e brasileiras em todo o país.

A Ação da Cidadania comprava e distribuía cerca de 80 mil cestas por mês, mas agora só está conseguindo distribuir 8 mil cestas por mês, 10% do que recebia no ano passado. O presidente da ONG, Daniel Souza, ressalta que em 28 anos de história da instituição, nunca viu uma situação como a que o país está vivendo agora.

"A gente está fazendo uma campanha para doar agora, hoje, amanhã, e a gente precisa muito dos empresários e das empresas que doem, porque numa pandemia o remédio que a gente tem é a solidariedade. “– destacou o representante da ONG. 

Outro movimento social criado para combater a fome é o Panela Cheia, lançado nesta semana, em uma parceria da Central Única das Favelas (CUFA) com a Frente Nacional Antirracista (FNA), e chancelo pela UNESCO.

A ação pretende arrecadar recursos para a comprar duas milhões de cestas básicas que serão distribuídas em diversos estados. Preto Zezé, presidente nacional da CUFA acredita que a situação é ainda pior pelo prazo prolongado das medidas restritas impostas pela pandemia e destacou a escassez dos empregos informais e afetou ainda mais a vida das mães solteiras que ainda precisam ficar com filhos e idosos em casa, sem poder gerar renda. 

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