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Por que em cinco lugares do mundo vive se mais

E a grande questão é saber do que se alimentam as pessoas dessas regiões

05 julho 2017 - 16h09Da redação com BBC Brasil

Uma boa alimentação pode ser a resposta para uma vida mais saudável e duradoura. E justamente isso que chama a atenção em cinco regiões do mundo onde a população atinge uma idade média superior a cem anos. Os estudos desse modo de vida foram desenvolvidos pelo cientista americano, Dan Buettner. 

A rede de notícias da BBC Brasil publicou uma matéria sobre o assunto alimentação nessa semana. Em uma das entrevistas, Buettner disse que a pessoa das regiões estudas por ele, vivem muito. 
"O que descobrimos é que as pessoas nessas regiões não só vivem mais tempo, cerca de dez anos acima da média, mas vivem melhores a sua velhice", Buettner, que batizou essas cinco regiões de "zonas azuis".

O pesquisador é dono do livro “As Zonas Azuis”, ele estudou hábitos alimentares na ilha Okinawa, no Japão, na cidade de Loma, na Califórnia (EUA), na ilha de Ikaria, na Grécia, Na Sardenha (Itália) e na península de Nycoya, na Costa Rica. 

E a grande questão é saber do que se alimentam as pessoas das regiões estudadas. "A maioria dos alimentos que consomem vêm de plantas. Mas, acima de tudo, são alimentos não processados ou muito pouco processados", disse Buettner, que contou ter partido da "bastante estabelecida" noção de que apenas 20% da nossa longevidade média pode ser atribuída à genética. "Os 80% restantes (se devem) ao estilo de vida e ao ambiente."

Leite e refrigerante os vilões

Conforme Buettner, em uma pesquisa, onde ele teve o apoio da National Geographic, os três alimentos básicos são folhas verdes (vegetais), oleaginosas e grãos.
"Eles comem carboidratos, mas não processados como bolos ou donuts, mas sim grão de trigo ou batatas", disse o pesquisador.

Outra coincidência nas dietas é a ausência de refrigerantes e produtos que vem do leite da vaca. "Muitas dessas pessoas que conseguiram ter uma vida tão longa só conheceram os refrigerantes há cerca de dez anos. E comem queijo, mas os que vêm de cabra ou pecorino, de ovelhas", disse ele.
O peixe se torna o mocinho da história

"Eles consomem cerca de três porções de peixe por semana, a mesma frequência dos ovos. Mas comem pouca carne vermelha, cerca de cinco porções por mês", disse Buettner.

"É o que eles têm ao seu alcance. Seu consumo se limita muito ao que eles são capazes de produzir localmente."

O que beber?

Há quatro anos perguntaram a um morador da ilha de Ikaria, Stamatis Moratis, de 98 anos, qual era o segredo para chegar a esta idade. A resposta não era peixe nem grãos ou vegetais. "É o vinho."

"O vinho que eu tomo é puro, nada é adicionado. O vinho produzido comercialmente têm conservantes, que não são bons", disse ele na época à BBC.

Buettner disse que a bebida preferida das pessoas dessas áreas são água e vinho. O cientista disse que, em média, essas pessoas tomam seis copos de água  e muitos têm o hábito de tomar três porções de vinho na semana. O café também é apontado apara ajudar em uma vida saudável. 

"Vimos que em algumas destas zonas azuis o consumo de café é bastante comum, especialmente porque o consideram um potente antioxidante", acrescentou o pesquisador.

Em uma das conclusões de Dan Buettner, é o péssimo modo das pessoas se alimentarem com os processados nas dietas feitas em outros locais do mundo. E até as áreas azuis podem ser influenciadas por estes alimentos. 

É curioso que uma dessas zonas azuis esteja localizada precisamente nos Estados Unidos: Loma Linda, na Califórnia.  E talvez a resposta para a longevidade dali seja a religião. Pelo menos 24 mil pessoas da cidade são da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E vivem dez anos a mais do que a maioria dos americanos.

"Acho que cheguei a esta idade (101 anos em 2015) porque não bebo ou fumo, vou para a cama cedo e agradeço a Deus por sua bondade", disse Betty Streifling à BBC.
Buettner afirma que não se pode mudar seus hábitos alimentares do dia para a noite, mas sim pode mudar o ambiente. 

"É muito difícil tentar mudar a atitude das pessoas frente à comida, mas se em vez de se depararem com uma hamburgueria ou sorveteria a cada duas quadras elas tivessem a seu alcance lojas de alimentos saudáveis, certamente as taxas de longevidade aumentariam", opinou.

"Além disso, nessas áreas azuis, a ideia de 'alimentação saudável', que para muitos é uma imposição, para eles é simplesmente 'comer normalmente', como têm feito há anos", concluiu.

"O segredo é dedicar o tempo a preparar esses alimentos básicos que os humanos consomem há milhares de anos, torná-los saborosos - considerando que nosso paladar foi destruído pelo açúcar, pelo sal e pela gordura (dos alimentos processados)."

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