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Queda na produtividade deve elevar preço do álcool nos postos

14 junho 2011 - 10h15Arte Folha de São Paulo

A queda na produtividade de cana está influenciando negativamente o desempenho da safra atual. Para especialistas, isso deverá voltar a pressionar para cima o preço do álcool nas bombas.

Ontem, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgou levantamento do Centro de Tecnologia Canavieira que apontou queda de 20,7% na produtividade da área de cana colhida até o final do mês passado, na comparação com o mesmo período da safra de 2010/11.

Os números divulgados pela Unica também confirmam que a qualidade da cana processada até agora está inferior em relação à safra anterior. Isso significa que a quantidade de álcool e açúcar obtidos no processo também está menor.

No caso da produtividade, segundo a Unica, três fatores pesaram para reduzir significativamente o rendimento.

São eles a colheita de canaviais envelhecidos, a falta de cana bisada (deixada no campo de uma safra para outra) e o atraso no desenvolvimento da planta por causa do clima.

Por causa da queda de produtividade, a Unica, com ajuda de sindicatos e de associações produtoras do centro-sul, iniciou um levantamento para detectar a quantidade de cana disponível para moagem nos próximos meses.

No início de julho, a Unica deve se posicionar em relação a uma possível revisão da projeção de produção _em março, projetou moagem de 568,5 milhões de toneladas na safra 2011/12.

Para o representante da Unica na região de Ribeirão, Sérgio Prado, é cedo para prever se haverá quebra de safra. "Ainda não dá para dimensionar."

No entanto, em maio a própria Unica já havia admitido a possibilidade de não atingir a produção projetada.

Na moagem até o fim de maio, cada tonelada de cana rendeu 116,3 kg de ATR (açúcar total recuperável), 3,7% a menos que os 120,8 kg obtidos no mesmo período da temporada passada e bem abaixo dos 140,8 kg da projeção para a safra atual.

Isso também influenciou negativamente o rendimento de açúcar e álcool por tonelada em 4%.

Para o professor de planejamento da USP Marcos Fava Neves, a queda na produtividade vai influenciar no preço do álcool nos postos.

"Não faz sentido o preço [do álcool] cair porque estamos com um cenário no qual não tem cana suficiente para todo o mercado potencial."

Na semana passada, pesquisa da Folha já apontara aumento de preço na bomba.

Com informações da Folha de São Paulo.

PMCG Refis

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