Menu
Busca quarta, 21 de outubro de 2020
(67) 99647-9098
TJMS outubro20
Brasil

“Síndrome da cabana” pode surgir com flexibilização de medidas protetivas

Profissionais sugerem busca de ajuda em casos difíceis

18 outubro 2020 - 11h50Matheus Rondon/ Agência Brasil

O fim do isolamento e afrouxamento das medidas de segurança, como o toque de recolhe,  podem causar em algumas pessoas um fenômeno que os psicólogos chamam de “síndrome da cabana”.

Apesar do nome, não é uma doença e nem é considerado transtorno mental, mas um acometimento, um estresse adaptativo entre pessoas que possam passar por dificuldades emocionais ao ter que sair do estado de retiro em sua casa e voltar às atividades presenciais no trabalho, às compras no comércio ou tenham que comparecer a uma repartição pública, como uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Eu tenho pacientes que ainda estão muito angustiados por não ter vacina contra a covid e a vida estar voltando à rotina de trabalho”, relata a psicóloga Célia Fernandes, de Brasília, acostumada a lidar com demandas provocadas por medo e angústia.

A expressão  "síndrome da cabana" tem origem no início do século 20 e serviu para relatar vivências de pessoas que ficavam isoladas em períodos de nevasca no Hemisfério Norte e que depois tinham que retomar o convívio. Também acometia caçadores profissionais que se embrenhavam nas matas no passado e, no presente, pode afetar trabalhadores que estão sempre afastados em razão do ofício, como por exemplo os empregados em plataformas de petróleo.

“Todo tipo de isolamento pode desencadear a síndrome, principalmente se é um período extenso e que está ligado ao medo. Não é só o fato de estar em casa por longos períodos, mas a sensação de que lá fora tem algo desconhecido que pode infectar, matar ou adoecer”, contextualiza Débora Noal, também psicóloga em Brasília.

“Para ela, a casa representa o refúgio, o conforto, a sensação de proteção, cuidado e acolhimento. "É como se houvesse lá fora esse desconhecido que não posso ver, que no caso é o vírus, aquilo que não posso ter certeza, se tem alguém contaminado”, acrescenta Débora Noal.

A retomada das atividades pode ser pouco produtiva no momento inicial. As psicólogas orientam para que as pessoas fiquem atentas aos sinais de ansiedade, medo e até pânico. Pode haver desconfortos como taquicardia, sudorese e dificuldade de dormir. O apetite pode mudar, desde a perda da fome até a ingestão de maior número de alimentos.

As psicólogas orientam que cada pessoa mensure o seu estresse adaptativo. Se for muito difícil a retomada, tente se lembrar das estratégias que usou para outros desafios, busque apoio em sair de casa em sua “rede socioafetiva”, formada por familiares, amigos e vizinhos, e se tiver fé, acione a espiritualidade.

CertFica

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Jorge, da dupla Jorge e Mateus, engravida melhor amiga da ex-mulher
Brasil
Mulher leva soco, esfaqueia marido e vai presa
Brasil
PF cumpre mandados por fraudes na Petrobras na Operação Lava Jato
Brasil
Pelo segundo ano consecutivo Brasil não terá horário de verão
Brasil
Ninguém acertou a Mega-Sena e prêmio acumulou para R$ 29 milhões
Brasil
Gasolina tem redução de preço em 4% nas refinarias
Brasil
Vídeo: Bandido faz selfie com roupão após furto
Brasil
Será que foram os ET's? Marcas em plantação de trigo são vistas em SC
Brasil
CAIXA abre 13 agências neste sábado em MS
Brasil
Mãe é presa após ser filmada agredindo filha de 1 ano

Mais Lidas

Cidade
Esclarecido! Raio provocou "piscada de luz" em Campo Grande
Geral
Mini apagão? “Piscada de luz” assusta campo-grandenses
Polícia
Mulher impede assalto "soltando os cachorros" em cima de bandido
Polícia
Dois homens são presos com 157kg de maconha