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Não exportação de carne para a China pode ser positivo, diz empresário de MS

Ronald Kanashiro é dono da Casa de Carnes Oriente em Campo Grande e acredita que essa medida vai tornar o produto mais acessível

19 outubro 2021 - 17h11Sarah Chaves e Camila Farias

O Brasil não irá mais exportar carne para a China, que é o maior mercado do país. A decisão foi tomada ainda no início de setembro, após a confirmação de dois casos de doença da vaca louca em duas fábricas do setor. 

O veto já preocupa autoridades brasileiras, pois pode reduzir as exportações de aproximadamente US$ 4 bilhões por ano (equivalente a R$ 21,8 bilhões). 

O JD1 Notícias conversou com o empresário Ronald Kanashiro, dono da Casa de Carnes Oriente, que informou que a nível de consumo essa medida afeta de forma positiva. “Isso torna o produto mais acessível e acaba que o consumidor aqui tendo mais possibilidades de fazer sua aquisição, até porque a nossa economia é baseada na nossa moeda nacional então quando você tem o produto que lá fora é remunerada através do dólar ou através do euro, você acaba não conseguindo competir com quem compra lá fora”, declara Ronald. 

Ele explica ainda que o que rege é a lei da oferta e da procura. “Se você tem um produto, para colocar ele no mercado interno e ele te pagar um kg a R$16,50 a média, e o mercado europeu/asiático fez com que esse produto seja vendido a R$18,50, esse produto antes do veto do consumo da China, ele estava chegando para nós a mais de R$ 20, com a não exportação, esse produto que já está pronto pro abate será colocado em menor proporção de forma externa e vai tentar ser colocado para o comércio interno. Desta forma a oferta fica maior e a procura é limitada, então o preço tende a cair”, finaliza o empresário.

Relatório e o veto -

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) concluiu um relatório a respeito dos dois casos de vaca louca e apontou que não há risco de proliferação da doença, segundo o professor de economia do Insper, Roberto Dumas, em entrevista à CNN. A derrubada do veto à carne, no entanto, ainda não aconteceu.

Segundo a CNN, com o veto ainda em vigor, Brasília tem visto a preocupação de autoridades e grandes frigoríficos crescer. De acordo com o Financial Times, que ouviu uma fonte do Ministério da Agricultura, o Brasil pediu uma reunião técnica, ainda não agendada pelas autoridades chinesas. E não há previsão para esta reunião acontecer.

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