Amigos, colegas de farda e autoridades públicas usaram as redes sociais para lamentar a morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, em Campo Grande. As manifestações destacam a trajetória e a comoção diante do caso, confirmado como feminicídio.
Colegas próximos ressaltaram o convívio e o legado deixado pela militar. O policial Gustavo descreveu o impacto da perda e a personalidade da subtenente. “A vida é boa, mas às vezes cruel demais. Estamos de luto e não sabemos quando deixaremos de estar. É muito difícil perder uma colega de trabalho que era tão especial, sempre alegre e de bem com a vida”, escreveu.
Em outra publicação, o colega Diego relembrou o último encontro com a subtenente e destacou a dedicação dela à corporação. “Hoje nos despedimos, com profundo pesar, de uma mulher que marcou a história da nossa instituição. Foram mais de 30 anos de serviço dedicados com coragem, honra e compromisso”, diz trecho da homenagem.
O relato também menciona que Marlene foi entrevistada recentemente sobre os desafios de ser mulher na Polícia Militar.
O deputado estadual Coronel David classificou o caso como mais um episódio de violência contra a mulher e cobrou rigor nas investigações. “Recebo com tristeza e revolta a notícia da morte da minha amiga, subtenente Marlene, vítima de uma violência brutal dentro de sua própria casa”, afirmou. Ele ainda destacou a trajetória da policial. “Uma policial exemplar, que dedicou 37 anos da sua vida à segurança da nossa sociedade.”
A coronel Neidy também se manifestou nas redes sociais e lamentou a morte da subtenente. Em publicação, ela destacou a relação de amizade e a dor pela perda. “Hoje me despeço de uma grande amiga, Subtenente Marlene. Ainda custa acreditar... sua ausência deixa um vazio enorme. Você fará muita falta. Que Deus a receba em paz”, escreveu.
O parlamentar também chamou atenção para a gravidade do crime. “Não podemos mais relativizar o feminicídio. Não se trata de um caso isolado, mas de uma sequência de crimes que exige reação firme”, declarou, ao reforçar que seguirá acompanhando o caso.
Em nota oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul lamentou a morte e destacou o pioneirismo de Marlene. “Pioneira como policial feminina na então Polícia Florestal, hoje Polícia Militar Ambiental, Subtenente Marlene construiu uma trajetória marcada pela dedicação, coragem e amor à missão”, informou a corporação. A PM também ressaltou que ela era “uma pessoa amável, respeitada e querida” entre os colegas.
A subtenente foi encontrada morta dentro da casa onde morava, no bairro Estrela Dalva, na segunda-feira (6). O companheiro dela, de 50 anos, foi preso em flagrante e o caso passou a ser tratado como feminicídio pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). As investigações continuam.
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