O secretário municipal de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, afirmou nesta quarta-feira (21) que a redução do desconto do IPTU de 20% para 10% no pagamento à vista, combinada com o parcelamento, é uma medida para evitar falta de recursos no segundo semestre. Na prática, a ação reduz o benefício para quem paga à vista e estimula o parcelamento, forçando o contribuinte a diluir o pagamento para assegurar arrecadação mensal à Prefeitura de Campo Grande.
Segundo Miglioli, a mudança representa uma nova concepção de gestão e tem como objetivo garantir fluxo de caixa ao longo do ano. “Quem quer aproveitar o 10%, aproveite. Nós temos que nos adequar a realidade, o que está mudando é uma concepção de uma gestão que tem mais responsabilidade”, afirmou.
O secretário reconheceu que, em exercícios anteriores, a administração não conseguia sustentar as despesas ao longo do ano. O caixa era feito em janeiro com arrecadação do IPTU e trabalhava esse recurso até julho, mas a cidade entrava em "bancarrota" e só agia novamente em janeiro do outro ano. “Depois não fazia mais nada, não pagava mais ninguém. Os fornecedores esperavam o próximo janeiro para poder receber, que foi o que aconteceu ano passado. Nós conseguimos tocar até julho. Quando chegou em julho, colapsamos. Por falta de financeira. Então, os ajustes que estão sendo feitos.”
Miglioli reforçou que o novo modelo busca arrecadação ao longo dos 12 meses. “Isso vai fazer com que a prefeitura tenha um fluxo contínuo de caixa, porque minha gestão não para em agosto”.
Apesar do discurso de previsibilidade financeira, o aumento do valor dos carnês e o reajuste do imposto levaram o Executivo a prorrogar o vencimento da primeira parcela e do pagamento à vista, fazendo com que contribuintes quitem o IPTU até dezembro, cenário diferente do inicialmente planejado pela administração municipal.
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Miglioli falou em gestão de responsabilidade (Reprodução/Capital 95 FM)


