Moradores do bairro Aguadinha, na rua Irine Gutierres, na região do bairro Jardim Noroeste, tiveram suas casas alagadas na última tempestade que aconteceu na tarde desta quinta-feira (4), em Campo Grande.
Segundo o meteorologista Natálio Abraão, a tempestade, que durou cerca de 30 minutos, teve ventos de 84,5 km/h e 65,6 mm de chuva. Além disso, a temperatura caiu de 32,9ºC para 23,5ºC.
A redação do JD1 Notícias, recebeu através do WhatsApp, fotos e vídeos dos moradores que relataram os transtornos gerados pela chuva. A diarista, Cleide Rodrigues Pereira, de 46 anos, perdeu a maioria dos móveis na última tempestade.
"Perdi armário da cozinha, as roupas e materiais escolares das crianças, cobertas, guarda-roupa, a geladeira, máquina de lavar e televisão, nada teve conserto, perdi tudo. Estamos pegando água do vizinho, a gente tem que comer o que tem na hora pra não estragar, porque não tem onde guardar. Ainda estamos tirando o barro da casa", lamenta.
Após a tempestade, Cleide está precisando de roupas para os filhos e netos que moram com ela, para o neto de 7 meses e de 13 anos, e para a filha e neta de 10 anos. Ela necessita de fraldas, alimentos, móveis usados para doação, materiais escolares e roupas de cama. O Pix para doação é: 024.688.121-66 (Cleide Rodrigues Pereira) e o telefone para contato é (67) 99151-5761.
Cleide com a filha e netos na casa dela, com o chão coberto de barro.
A diarista Jorcilene de Souza, de 41 anos, relatou que a água chegou rápido na entrada das casas, dificultando entrada e saída, além de cobrir móveis dela e dos vizinhos.
"Tem que fazer ponte de madeira, de tijolo, isso se a água não levar as madeiras pra gente sair na rua. Teve duas casas aqui que a água molhou, cama e outros móveis. Até morreu um cachorro Pinscher afogado aqui da minha vizinha", comenta.
Jorcilene comenta que a rua vira um rio de lama e "a água fede, o barro dá um mau cheiro, os carros atolam e até ônibus fica difícil de passar", acrescenta.
Luana Gamarra, de 20 anos, servente de obras disse que teve dificuldade para pegar o ônibus, que passa em frente da sua casa, pois os motoristas evitam passar por ali para não atolar, além de outros problemas relatados.
"Toda vez que chove demora duas semanas para secar as poças, e sem falar que 'solta um fedor', e corre risco também de uma criança pegar alguma bactéria passando dentro das poças d'água pra entrar dentro de casa. A situação está muito difícil aqui, todos os dias atola um carro diferente. Está difícil até para o pessoal da reciclagem coletar os lixos", relata.
Ao JD1, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou que, por enquanto, não há previsão de pavimentação da rua Irine Gutierres, mas a Prefeitura está executando projeto de pavimentação e drenagem na região da Rua Urupês (Jardim Noroeste) e também construindo bacia de amortecimento para reter a água da chuva.
"Em Campo Grande existem mais de 1,3 mil km de ruas e avenidas sem asfalto que recebem manutenção periódica. Todos os dias temos equipes nos bairros cuidando dessas ruas, com manutenção e cascalhamento. A Prefeitura prossegue tentando recursos para pavimentar o maior número possível de ruas e avenidas.
Outros bairros alagados
No dia seguinte após a tempestade, na sexta-feira (5), o vereador Carlão, presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, percorreu as ruas do Bairro Nova Lima e Jardim Colúmbia para vistoriar os estragos causados pela chuva e cobrar a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) os reparos emergenciais.
Carlão acompanhou a equipe da Sisep em pontos críticos e cobrou o término da pavimentação do Nova Lima.
"Estamos aqui com a equipe da Sisep, com o Bala supervisor, na Rua Alberto da Veiga, uma das ruas muito prejudicadas pela chuva de ontem. Estamos pedindo para recuperar urgentemente essa rua para garantir as condições de tráfego aos moradores, mas o problema será resolvido com a pavimentação que precisa ser concluída em todo bairro. Conversei com o secretário de obras que disse que as licitações serão realizadas para até abril termos a conclusão das duas etapas que faltam. Porque essa obra precisa de urgência, essa situação prejudica até o Colúmbia, já que a sujeira de pedras e enchorrada escoa para as ruas do Bairro", disse Carlão em vídeo publicado em suas redes sociais.
Carlão também esteve na Rua Padre Antônio Franco que ficou interditada devido a erosão causada pela chuva. A Sisep vai realizar as manutenções necessárias. O parlamentar apontou árvore caida em rua de linha de transporte público e demais estragos na região.
"Estamos atentos ao clamor da população. Nesse período de fortes chuvas precisamos ter ações rápidas e acertivas do Executivo para não prejudicar a população. Como vereador faço esse papel de fiscalização, cobrando a rapidez e eficiência desses serviços de manutenção", concluiu.
Veja como ficou a região de Aguadinha:
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Casa alagada, na rua Irine Gutierres, região do Aguadinha. (Foto: Arquivo pessoal)

