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Donizetti Vicentin

Aprendendo a ler

17 abril 2020 - 14h13

Como tudo que se relaciona ao vinho, o rótulo tem origens muito antigas. 

Ele já existia há quase 3000 a.C., no Egito, onde a identificação do vinho era gravada nas ânforas, ou, como em algumas ocasiões, chegavam a ser pintadas a indicação da safra e origem do vinho. Até o século 17, porém, os vinhos eram comercializados tendo apenas a identificação gravada nas barricas.

No final século 18, com a invenção e desenvolvimento da litografia, os rótulos começaram a aparecer com maior frequência, sendo primeiramente na França e na Alemanha. No século 19, os produtores das tradicionais regiões de Champanhe e Bordeaux começaram a estampar seus excelentes vinhos em sinal de distinção social. 

Hoje funcionam como verdadeiras carteiras de identidade dos vinhos. Além da beleza, muitos levam a assinatura de artistas gráficos de renome internacional. Os rótulos nos dão informações valiosas, facilitando, e muito, a escolha na hora da compra.

Rótulo traseiro Apesar de nem todos os rótulos conterem a mesma quantidade e qualidade de informações (alguns são mais completos, outros mais genéricos e básicos), a maior parte deles tem informações satisfatórias, logo, aprender a ler atentamente o rótulo de um vinho é a forma mais elementar de conhecer a bebida. Com tantas as opções de vinhos no mercado, seria quase impossível um consumidor saber, sem antes provar, qual bebida preferir e escolher. Nesse aspecto, os rótulos ajudam bastante.

Os produtores procuram simplificar, colocando muitas informações nos rótulos para facilitar, por exemplo, a harmonização, que é a combinação do vinho com a comida; os rótulos contêm informações obrigatórias regulamentadas por lei, como o tradicional “vinho seco fino de mesa’’. Não se assuste ao ler isso, todos os vinhos “secos” têm essas palavras no rótulo. Rótulo dianteiro Nome do vinho O maior nome que você verá será o nome do vinho, usado para identificar o produto e facilitar sua divulgação identificação e comercialização. Por exemplo, se você tem uma indicação, geralmente é pelo nome do produto. 

Uvas, Informação muito importante, pois existem vinhos com rótulos parecidos, mas com as uvas escritas na frente para indicar as variedades. Porém, uma ressalva: os produtores dos países chamados de novo mundo, todos os das Américas, África e Oceania, escrevem em seus rótulos que uvas compõem aquele vinho, o chamado assemblage, ou se o vinho é composto de uma única uva, os chamados varietais. 

Já os vinhos chamados de velho mundo, ou seja, os europeus, não costumam colocar que uvas compõem o vinho, mas sim a região em que ele foi produzido. Para esses precisamos de uma pesquisa rápida na internet e o problema está resolvido. 

Se for um presente, procure saber que tipo de uva a pessoa mais gosta: mais leve, mais encorpada, vinho branco? Safra A safra mostra o ano de produção do vinho. Hoje, mais de 90% dos vinhos são feitos para serem consumidos em no máximo cinco anos. Se estiver comprando um vinho bem caro preste mais atenção ainda, pois as safras nestes vinhos fazem realmente a diferença. 

Produtor ,essa informação é talvez a mais importante contida no rótulo, pois está relacionada diretamente à qualidade do vinho. 

Muitos produtores têm seus nomes associados inconscientemente pelos consumidores à qualidade e excelência, tornando assim um trunfo estampar o nome nos rótulos.

Região de origem aqui está uma informação relacionada às características gerais e especificas do vinho. A região de origem da bebida revela o clima, solo, terroir, onde a uva foi cultivada e o vinho produzido, logo, revela sua marca. 


Bons vinhos a todos! 

''O vinho é tão bom quanto as pessoas com quem ele está sendo compartilhado” - Wine Ponder.

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