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COLUNA

Mondovino

Donizetti Vicentin

Bom começo

09 novembro 2018 - 09h11

Há algum tempo, mais precisamente na minha primeira coluna aqui no Jornal eu comentei sobre o então novo governo que assumia o país, Michel Temer se tornou presidente e colocou José Serra como ministro das relações exteriores, esperava que ele melhorasse os acordos comerciais com o Mercosul e abaixasse as taxas de importação principalmente para os vinhos, pois temos como parceiros grandes e ótimos produtores de vinho tais como : Argentina, Uruguai e o Chile, país onde Serra morou quando foi exilado do Brasil, onde lecionou , aprendeu a apreciar bons vinhos e até se casou, mas infelizmente nem o gosto pelos vinhos da cordilheira fizeram o então ministro melhorar os acordos de importação e baixar os preços dos vinhos chilenos.

O tempo passou, Bolsonaro ganhou para presidente e isso deve inaugurar uma nova fase na politica brasileira esperamos que isso também se de na politica de importações, algumas declarações ainda deixam algumas duvidas com relação à prioridade que o  Mercosul  terá na nova politica externa brasileira, porem o novo presidente sinaliza que estará interessado em acordos bi - laterais  com os vários países que fazemos comercio, talvez ele pudesse firmar alguns destes acordos com nossos vizinhos argentinos, chilenos e uruguaios sobre a diminuição dos preços de impostos e facilidades para a importação de vinhos.

Ainda abordando esse aspecto de tarifas etc., o presidente eleito já deixou claro que pretende incentivar a geração de empregos, diminuírem os impostos, apoiar a indústria nacional entre outras ações nesta linha, uma boa direção que ele pode seguir seria reduzir a tarifação dos vinhos nacionais incentivando assim o consumo, claro nada de protecionismo, por favor, apenas o incentivo que os produtores nacionais esperam do governo federal há muitos anos, Nossos vinhos e outras bebidas alcoólicas sofrem uma taxação tão pesada quanto os perfumes, cigarros  e armas de fogo que são as mercadorias que tem a maior taxação no Brasil, a coisa chega a um nível que existem casos que um vinho europeu (pagando todas as taxas de importação) chegar a custar mais barato que um vinho do mesmo nível produzido no Brasil.

Esperamos sinceramente que as coisas melhorem e que a partir de primeiro de Janeiro sejam realmente executadas as promessas de campanha e que o novo presidente apesar de ser abstêmio, olhe com carinho a indústria dos vinhos nacionais e as politicas de importação.
 
BONS VINHOS A TODOS 
 
 Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 
Não só Vinho, mas nele o Olvido
Não só vinho, mas nele o olvido, deito
Na taça: serei ledo, porque a dita
É ignara. Quem, lembrando
Ou prevendo, sorrira?
Dos brutos, não a vida, senão a alma,
Consigamos, pensando; recolhidos
No impalpável destino
Que não 'spera nem lembra.
Com mão mortal elevo à mortal boca
Em frágil taça o passageiro vinho,
Baços os olhos feitos
Para deixar de ver.

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