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COLUNA

Miss Suite

Miss Suite

EDITORIAL

02 fevereiro 2019 - 10h00

Desde que cheguei a este mundo, já faz um tempinho, no séc. XIV como diz Fabão, meu partner lá na rádio Blink, eu passei a me interessar pelas interações sociais a partir do momento em que conclui que aquela experiência de vida, para mim, não era a que eu deduzi até então. Na época, com 08 anos, lembro-me de me olhar no espelho do banheiro da nossa casa no bairro Cidade Jardim após um tumulto que havia acontecido na quadra de esportes naquele dia. De repente um universo de possibilidades se abriu diante dos meus olhos enormes. Era possível que eu não fosse a única personagem principal daquilo que eu tratava como um filme, a minha própria vida. Perceber que as outras pessoas também poderiam ser os personagens principais de suas particulares produções “cinematográficas” me encheu de excitação. E então, naquele momento em que a ficha caía, não me senti preterida em nenhum momento. Ao contrário, eu havia descoberto o segundo maior segredo daquele universo de criança. Cada pessoa era também tão importante e especial como eu era, e eu poderia passear por todas as histórias paralelas que eu quisesse conhecer. Era justamente o que eu precisava para manter viva em mim a paixão pelo conhecimento e pelas descobertas diárias!

O tédio jamais me assombraria.

CIÊNCIA DO CARISMA

Há muitos questionamentos sobre a origem do carisma. Muitos estudiosos acreditam que ele seja uma habilidade inata, um dom de encantar pessoas. Outros afirmam que 50% é dom e 50% é treinamento. Bem, o meu entendimento sobre o carisma é de que ele pode ser 100% desenvolvido, assim como começar a praticar e treinar um esporte, um instrumento musical, um instrumento cirúrgico, aprender técnicas vocais para melhorar a dicção e potenciais vocálicos. Assim também como o sexo pode ser aprendido e desenvolvido com minuciosa competência, é possível que o carisma, essa habilidade preciosa da comunicação, seja devidamente habilitado e TREINADO. Porque até o cérebro se transforma  e altera sua estrutura física( é isso mesmo!) de acordo com experiências e aprendizados. Ou seja, podemos provocar e expandir  as nossas inteligências . E a inteligência interpessoal e linguística que o carisma proporciona pode ser decisiva na qualidade da nossa existência. Não preciso explicar porquê, certo? Ou preciso?

MULHERES LENDAS

Jeanne  Manford foi uma professora e ativista americana. Ela co-fundou a primeira  organização dos EUA e do mundo para apoio de Pais, Famílias e Amigos de Lésbicas e Gays, pela qual foi premiada por Obama, com a Medalha de Cidadão Presidencial de 2012. Em 1972, ela saiu à rua ao lado do seu filho, empunhando um cartaz numa marcha pride - orgulho gay-(foto), pedindo aos outros pais que apoiassem seus filhos gays.  No ano anterior, Jeanne tinha visto na televisão o seu filho ser espancado sem que a polícia tivesse intervido, por distribuir panfletos pró-gay em uma festa de gala em Nova York. No ano seguinte esta mãe foi com o filho na marcha e logo após essa sua manifestação pública fundou a PFLAG que hoje tem quase 500 delegações em todos os EUA.

ACEITE-ME (OI QUER TC?)

Esses dias estava eu em um daqueles chats da UOL, meu atual local de pesquisa social (e divertimento), quando entra na sala o nickname ANTIPÁTICA. Quase cinco minutos depois, no meio de um turbilhão comunicacional, Antipática resolve  expor as suas angústias pedindo ajuda sobre o que ela poderia fazer para que as pessoas gostassem dela. Ela explicava que sabia que era antipática e que sentia que as pessoas do seu convívio profissional, de amizade e até familiar apenas a toleravam, mas não a aceitavam. Enfim, ela se sentia rejeitada. Percebi que o seu discurso dolorido no início foi suavizando as suas expressões quando a maioria das pessoas que estavam na sala se sensibilizaram e ali estavam todos acolhendo-a pela sua dor.  Eu não quis participar, apenas observar. Passados trinta minutos de terapia e aconselhamento grupal, a magia aconteceu. Antipática se transformou em uma figura carismática, sorridente  e bem humorada. Em meia hora ela ascendeu  de indigesta à popstar. Era nítida a sua surpresa e alegria de estar sendo bem recebida entre um grupo de desconhecidos.  Antipática havia provocado outra frequência de reação nas pessoas, e transformou a sua própria realidade naquele espaço virtual.  Eu gostaria de ter  lhe falado no reservado para saber como se sentia, mas quem não é assinante UOL, vive sob a tensão de ser desconectado a qualquer momento para dar lugar a quem seja. E foi exatamente o que aconteceu comigo, “caí”. Se fiquei triste? De maneira alguma. Não é todo dia que se vê um milagre da comunicação acontecer. (Me patrocina UOL, baita merchan!)

JAPA ILUSTREADOR

Itsúo Shibuya é um desses preciosos minérios que a gente garimpa por “ acaso” no instagram.
Eu queria que esta página tivesse a sua própria identidade e eu precisaria de recursos gráficos para isso.
E então lá estava eu, analisando os gatos do insta e decido entrar em seu perfil. Me preparei emocionalmente para ver  fotos de tórax nú e poses de biquinho em frente ao espelho, porém fui surpreendida  com uma variedade de ilustrações de estilo beeeem particular que me intrigou. Encontrei!
_ E aí, vambora?
_Bora!
_Como prefere que lhe chame?
_Itsúo!
_Ok Shibuya, boralá!
Para ver ilustrações e não tórax nu, acesse @shibuya_ink ;)

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