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COLUNA

Miss Suite

Miss Suite

Editorial

16 fevereiro 2019 - 10h00

Prometi aos nossos ouvintes do programa Viva Voz da rádio Blink, que daria continuidade aqui ao tema de segunda-feira passada. Duas horas foram pouco para discorrermos sobre este assunto que é um grande desafio: o desapego.
Em tantos anos de pesquisa, observar e identificar os motivos pelos quais muitíssimas pessoas estabelecem vínculos de dependência e codependência, criando nocivas  realidades  entre e para si, me impele a falar sobre o assunto sempre que possível.  Também trago a segunda parte da história da Erika, essa mulher linda, ultra talentosa, e especialmente realizadora que nesta ocasião, chama a comunidade do MS para apoiar o seu sodástico projeto.
A você que me lê, uma semana maravilhosa! E a você que não me lê, também. Mas você não saberá disso...

Apego duplo
Nesta situação de dependência e codependência ambos precisam do outro. Um depende da dependência do outro. O codependente precisa proteger, cuidar e estar perpetuamente preocupado com o bem estar do par. Alias, não apenas do par, essas relações podem acontecer em qualquer âmbito do convívio social.
Manter este comportamento gera apenas o fortalecimento das dependências e apegos de ambos na tentativa de preencher vazios que não foram preenchidos na infância. Em resumo, nenhum relacionamento desenhado com a baixa autoestima, apegos  e compensações  será sadio e  verdadeiramente satisfatório. A boa notícia, é que podemos mudar tudo isso, pois temos um cérebro fenomenal!

Dependência e codependência emocional
Enquanto a primeira é caracterizada pela projeção das expectativas  que um indivíduo cria sobre o outro e acredita que a sua felicidade, alegria e bem estar depende da presença deste outro , sendo boa, má ou até cruel, a segunda configura um vício em relação a dependência do outro sobre si. A satisfação está em tornar o outro dependente de sua atenção, cuidados, proteção, e até de seus maus tratos. Um círculo de crenças e hábitos comportamentais danosos para qualquer saúde emocional.
O dependente tem dificuldade para tomar decisões sozinho, de discordar e dizer não, por medo de ser rejeitado.  Ele é incapaz de se sentir bem sozinho e de reconhecer o seu valor, por isso é inseguro, ciumento e muitas vezes possessivo e controlador.  O codependente institui a sua própria necessidade imprescindível e insubstituível no relacionamento. Ele faz o dependente crer que sozinho  ele não é capaz de nada. A presença dele é necessária na vida do outro, para que este possa de alguma forma, viver.
A baixa autoestima é presente nos dois. Enquanto um sente-se  inseguro e incapaz, o outro quer compensar as suas deficiências, colocando-se como útil e valioso.

Solte a panela

Será que já paramos para pensar que muitas vezes abraçamos certas coisas em nossa vida que nem são tão relevantes para ela?
No dia de hoje trago a mensagem "Solte a panela" para que possamos pensar nesse aspecto.
Reflitam!!
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu Corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu Imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
Queridos amigos!! Precisamos ver que muitas vezes o que em determinado momento parece ser o essencial em nossas vidas as vezes pode não ser tão importante assim e só nos machuca. Pare e reflita a hora certa de soltar a panela, tenha coragem de mudar o que começou, trilhe um novo caminho, não tenha medo.
Um forte abraço!!
Velho Sábio!!

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