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Vanessa Ricarte

Empresas têm o dever de usar o marketing para empoderar mulheres

05 março 2021 - 19h10

Dias atrás vi uma postagem chocante em um grupo nacional de profissionais de comunicação no qual participo. A crítica era genuína e em tom de evidente indignação. Não poderia ser diferente mesmo. Uma empresa global de eletrodomésticos enviou para a jornalista, no início desta semana (grifo século 21), uma sugestão de pauta sobre o lançamento de um produto que iria revolucionar a vida da mulher moderna.

Eu me coloquei na pele, no lugar dela, naquele exato momento em que recebeu o e-mail e leu o assunto. Imaginei a sua empolgação sobre o que viria a ser essa maravilha tecnológica, algo pensado especificamente para as particularidades e as peculiaridades do cotidiano dessa mulher moderna (não serve para a ultrapassada, ok?).

Conforme o relato da profissional, foi decepcionante quando soube o conteúdo. A nova aliada da mulher moderna era….(suspense): um novo aspirador de pó! Desde a invenção do eletrodoméstico, em 1863, durante mais de um século, as propagandas martelaram o seu uso exclusivamente indicado para mulheres. Eis aqui um péssimo exemplo de marketing cafona, de mau gosto, esse sim ultrapassado, que não respeita a história e a luta secular feminina por mais espaço, dignidade e voz na sociedade contemporânea.

Além disso, não é mais preciso explicar que não há gênero específico para comprar e utilizar esse super ultra mega tecnológico aspirador de pó (?). É para qualquer um que queira e ponto! O lançamento do produto, dessa maneira, com esse viés em pleno 2021, só reforça a importância do que as marcas conscientes, sensíveis, humanizadas e engajadas na mudança de comportamento estão fazendo: o marketing do empoderamento feminino.

As empresas devem se atentar ao tipo de comunicação que produzem para gerar impacto positivo junto às consumidoras. Pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular aponta que, só entre 2003 e 2010, a renda da mulher brasileira aumentou 83%. Outra avaliação interessante diz respeito ao comportamento de compra das mulheres e as questões pertinentes que as levam à identificação com a marca. Dado da pesquisa “O Perfil de Consumo das Mulheres Brasileiras”, encomendada pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 58,5% das mulheres disseram que as propagandas não refletem suas atitudes e quem elas realmente são.

Por isso, vou aqui exaltar o marketing que faz de nós, mulheres, verdadeiros exemplos de superação (como a recente campanha da Tupperware®) ou que convidam à reflexão sobre do que somos capazes (ESPN Brasil):

 

 

 

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