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COLUNA

Comportamento

Sálua Omais

MÃE: CADA UMA COM SUA SINGULARIDADE

11 maio 2019 - 10h02

Um dos temas mais estudados dentro da Psicologia e do Comportamento Humano, são as crenças e aprendizados adquiridos durante a infância, os quais que ficam arraigados profundamente ao longo da vida. A família de modo geral, tem grande influência nesse processo, incluindo aí pais, avós, irmãos, filhos, entre outros. No entanto, respeitando-se as devidas exceções, grande parte do comportamento humano está ligado àquilo que aprendemos ou vivenciamos por meio de nossas mães. E isso acontece tanto do ponto de vista negativo como positivo.

Nesse processo de autodescoberta e autoconhecimento, muitas pessoas passam a culpar as mães por seus infortúnios, por suas dificuldades, e até mesmo por escolhas erradas. Até mesmo a Ciência, durante muito tempo, colocou (e ainda coloca) uma grande parcela da culpa de comportamentos disfuncionais, sobre os aprendizados obtidos pela criança por meio dos pais. Isso pode até fazer sentido, pela perspectiva mais rígida e racional, porém, ainda que as diversas teorias estejam corretas, colocar a culpa de nossos problemas em quem nos gerou é ao mesmo tempo, assumir que ainda não crescemos, e que não temos maturidade, livre arbítrio e responsabilidade de mudar nosso destino, e assim continuar nos apoiando em mais uma desculpa para não mudar nossas vidas. 

Por que ao invés de pensar nesse viés, não nos perguntamos: qual o nível de preparo e conhecimentos sobre o processo de maternidade ou sobre a criação dos filhos nossas mães tiveram? Com quem elas aprenderam? De forma instintiva e espontânea? Alguém as orientou sobre educação emocional ou questões emocionais ligadas ao mundo infantil? Quantas mães tiveram a oportunidade de entender sobre seus próprios comportamentos, e curar as feridas da infância que nem para elas mesmas elas conseguiram resolver? E no entanto, mesmo com o o conhecimento limitado da experiência e da vida, ainda assim conseguiram oferecer o melhor que tinham ao seu alcance, não só material, mas física e emocionalmente aos filhos, e assim aprender na base da ‘’tentativa e do erro’’ ou do conhecimento vindo de terceiros.

Mães que tiveram que conciliar a personalidade dos filhos, com sua própria personalidade, tentando se adaptar o quanto podiam. Mães que foram intensas, querendo estar o tempo todo presentes, ou, acreditando que ninguém poderia substituí-las, com medo de algo ruim acontecer aos filhos, ou também mães ausentes, que não podiam por qualquer motivo estar  ao lado dos filhos. Mães intensas que deixaram seus desejos e vontades para segundo plano, em detrimento das necessidades dos filhos, acreditando que, para ser uma boa mãe, precisaria dedicar todo o seu tempo e amor ao bebê. Mães que foram pacientes, ouvindo, perdoando, tolerando e carregando. o mundo nas costas, ou ainda, impacientes, gritando para que todos pudessem ouvir sua insatisfação, sobrecarga e angústia. Mães perfeccionistas, com aquela ânsia profunda de querer estar no controle de tudo, das decisões e das compras da casa, querendo planejar, organizar e pensar em todas as possibilidades afim de se certificar de que tudo estaria sob controle, evitando ao máximo o imprevisível.

Quando falamos em personalidades maternas, são tantas variedades: mães super protetoras, mães corajosas, inseguras, sensíveis, estressadas, amorosas, intelectuais, ousadas, engraçadas, mães do tipo ‘’dedicação exclusiva’’, mães ‘’fitness’’, empreendedoras, vaidosas, mães tranquilas, mães desesperadas, discretas, comunicativas, exigentes, liberais, e enfim, aquelas que são simplesmente mães! A verdade é que temos ao nosso alcance todo tipo de mães, ou, na verdade, uma porção de todas elas, em uma pessoa só.

Sálua Omais é Psicóloga, palestrante e professora da UFMS, com Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva, Neurossemântica e PNL e titular do site www.psicotrainer.com.br onde escreve artigos diversos sobre Psicologia Positiva, Coaching e Inteligência Emocional

 

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