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Donizetti Vicentin

Os aromas do vinho

29 maio 2019 - 12h33

Hoje em dia pouco usamos um dos sentidos mais importantes, o olfato, claro sentir o cheiro de pão recém-saído do forno, uma pizza bem quentinha e borbulhante, não tem segredo, mas, por exemplo, você se lembra do aroma de uma laranja? Ou da última vez que saboreou um você simplesmente ingeriu sem cheira-la, pois é, nosso mundo moderno nos faz “treinar” cada vez menos o olfato, por isso um dos aspectos que devemos destacar de um vinho é o aroma, graças a ele podemos obter informações sobre a variedade da uva com a qual o vinho foi elaborado, o procedimento utilizado em sua elaboração ou a idade entre outros.

Primeiro de tudo, devemos esclarecer uma forma de expressão para que não confundamos termos, é chamado de aroma para todas as impressões positivas durante uma degustação e é chamado de cheiro quando as expressões são negativas. Um exemplo seria a expressão aroma de tomilho ou café.

Cheiro significa problemas quando sentir o cheiro de mofo ou maresia em seu vinho, algo não está correto e você deve descarta-lo.

O vinho desenvolve certas substâncias aromáticas ao longo do processo, desde a vinha ao envelhecimento, os aromas são classificados em três categorias, primária, secundária e terciária.

O que são chamados de aromas primários?

Aos aromas que são característicos da linhagem, que dependem da área onde é cultivada, da variedade da uva a que pertence, do tipo de composição do solo, da climatologia existente no local e da colheita. Os aromas que nos dão no nariz são: florais: rosa, violeta, cravo, jasmim, madressilva, flor de laranjeira, flores secas ou murchas.

Frutas cítricas, brancas e de caroço: lima, limão, laranja e tangerina, maçã, pera, marmelo e uva; pêssego, damasco e nectarina.

Frutas tropicais: Abacaxi, maracujá, banana, manga e melão.

Frutas vermelhas e negras: Groselha, cereja, morango e framboesa, ameixa, amora, groselha negra e cereja negra.

Vegetal: Pimentão verde e aspargo.

Herbáceo: Ervas chá e menta.

Especiarias: Pimenta, tomilho, louro, cravo e noz-moscada.

Terroso: Terra, barro e cogumelos.

Mineral: Pedra, giz e petróleo. Florais, vegetais e frutas (maçãs, rosas, etc.), mas também podem conferir aromas condimentados ou mineralizados, como pimenta branca ou iodo.
Os aromas secundários.

Os aromas secundários geralmente aparecem como resultado da fermentação alcoólica e malolática. Esses aromas dependem do tipo de levedura e das condições que promovem a fermentação, como aeração ou temperatura, entre outros fatores. Estes tipos são compostos de: leite, manteiga e iogurte, fermento, pão, levedura, brioche e bolacha. Chocolate, grafite, tostado, tabaco, amêndoa, caramelo, café e mel.

 Os aromas terciários

São aromas que foram adquiridos durante o envelhecimento do vinho no barril e durante a fase de maturação na garrafa. Sua principal característica é que são aromas de:
Floral: Flores secas e flor de macieira.

Frutas: Frutas secas e em compota.

Frutos secos: Avelã, noz e amêndoa.

Balsâmico: Café e madeira (carvalho, pinheiro, eucalipto).

Animal: Pele de animal, couro, carne e caça.

Vegetal: Floresta, cogumelo e trufa, sous-bois (aroma de mata recém-úmida de chuva com folhas em decomposição).

Especiarias: Pimenta, alcaçuz, baunilha, alcatrão e cravinho.

Podemos também encontrar vários aromas frutados e florais. Algo de camomila, pele, couro, mel, fumo, tabaco ou café entre outros, são característicos de aromas terciários. É nesta fase que encontramos uma grande complexidade que permite elevar o vinho à condição de bebida magistral.

BONS VINHOS A TODOS

“O bom vinho alegra o coração dos homens”. (Salmos 104 – 15)

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