Menu
Busca quarta, 17 de julho de 2019
(67) 99647-9098
COLUNA

Mondovino

Donizetti Vicentin

Os vinhos e o STF

04 maio 2019 - 08h07

Esta semana vi com a mais absoluta incredulidade a intenção do STF de comprar com o nosso dinheiro alimentos, mas principalmente vinhos caríssimos, consumir vinhos é realmente maravilhoso, mas bom senso e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém, algumas características dos vinhos realmente me deixaram de queixo caído, se os vinhos forem tintos devem conter a uva tannat ou ter assemblagê, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenham ganho pelo menos quatro premiações internacionais”. 

“Os vinhos, em sua totalidade, devem ter sido envelhecidos em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 meses”. Se a uva for tipo Merlot só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações internacionais. Nesse caso, o vinho, “em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de oito meses”.

Para os vinhos brancos, “uva tipo Chardonnay, de safra igual ou posterior a 2013”, com no mínimo 4 premiações internacionais. Como isso pode ser possível? Se não temos dinheiro para as necessidades mais básicas da população? Realmente espantoso, outro fato que marcou essa semana foi a transmissão de poder no Japão. O imperador Akihito abdicou do trono do crisântemo em favor de seu filho Naruhito. Será que na festa que celebrou a coroação na corte japonesa foi gasta a verdadeira fortuna com vinhos que os ministros do supremo pretendiam gastar? Esse colunista duvida muito.
 
BONS VINHOS A TODOS
 
“O vinho, o poder e o dinheiro sobem quase sempre ás cabeças mais fracas”. (Antônio Prates)

Deixe seu Comentário

Leia Também

Caríssimo Presidente
O ciclo da uva
Os aromas do vinho
Simpósio sobre clima causa apreensão
Pinot Noir