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COLUNA

Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos

Porque voltamos sempre a falar em Educação?

28 maio 2011 - 11h27

"Livre, livre. Meus olhos seguirão ainda que meus pés parem". Lembro que estas foram as últimas palavras que deixou escritas Jokin Zeberio, de 14 anos, antes de arrojar-se ao vazio com sua bicicleta, do alto da muralha de Hondarribia, Espanha, em setembro de 2004. Jokin vinha sofrendo agressão de seus colegas havia anos. As contínuas ameaças, humilhações, insultos, pancadas, surras, o fizeram sofrer e o levaram à morte. Na época o feito fez soar o alarme social político e educativo, e gerado muitos debates sobre o que caracterizamos atualmente como Bullying, que antes de mais nada  é uma palavra inglesa que significa intimidação.
É obvio que antes de qualquer análise temos dois grandes problemas que nos tempos atuais deveremos enfrentar. Temos pais que trabalham fora e não tem mais tempo de acompanhar as atividades dos filhos e sem contar com tantos outros que tem pais separados e não podem contar com a educação bilateral, estes muitas vezes ( ainda bem) alavancados pelos avós mas que carecem de apoio familiar.Isso resulta numa grande pressão pela evasão escolar e quando tenta se reverter a situação simplesmente aceita-se os equívocos dos alunos e promovem-no sem uma devida formação para a série imediatamente superior.
Evidente que a reprovação de um aluno é algo temeroso, que tem repercussões negativas que ultrapassam sua vida escolar. Assim como o peso do fracasso e o estigma de repetente podem reduzir suas chances de aprendizagem, também sua personalidade pode ser afetada. Em conseqüência da reprovação, o aluno pode desenvolver um auto conceito negativo que o leve a abandonar os estudos;todavia tem de ser analisado caso a caso, considerando os conceitos iniciais de esperança e amor;ditos claro no sentido mais amplo da palavra.
Não podemos esquecer que os fins da educação indicam os rumos da ação educativa, os princípios básicos que irão norteá-la, tendo presente o verdadeiro sentido da existência humana.Para que realmente esses fins possam ser atingidos, é necessário que todos os atos normativos do sistema de ensino e toda a ação educativa da escola sejam norteados por eles, é preciso que o professor, no seu fazer pedagógico, deles tenha consciência clara. Esses fins exprimem os ideais de vida e de educação, inspirados nos princípios de liberdade e de solidariedade humana.
Enquanto a ciência avança e a tecnologia ultrapassa a si mesma, é dever da educação proporcionar o instrumento necessário para acompanhar essas transformações, despertando o ideal de busca, da pesquisa e da atualização constante.
O pleno desenvolvimento do educando supõe um educação integral baseada em objetivos claramente estabelecidos, que considerem o homem não só como indivíduo, mas também como participante de uma sociedade. Deve, portanto, a escola propiciar ao aluno a aquisição de conhecimentos relacionados com as exigências da ação produtiva.
Constitui tarefa da escola preparar para a cidadania consciente, a fim de que a unidade nacional seja assegurada.A escola tem hoje, com justa razão, a preocupação de conquistar o apoio da comunidade, considerando-o relevante para uma atuação eficaz. Para tanto, a primeira preocupação deve ser a de construir uma imagem adequada.
Percebe-se que a escola está conseguindo romper com a rotina e introduzindo algum tipo de inovação, quer no trabalho em sala de aula quer na forma de gestão.A escola deixou de ser um lugar de comparecimento obrigatório para transformar-se em ponto de encontro para troca de idéias e realização de projetos em benefício da aprendizagem.
Estamos vivendo um novo tempo da educação brasileira com imensos desafios a serem enfrentados com determinação e espírito crítico. Somente a gestão democrática, que garante a participação de todos, tem condições de levar a escola brasileira encontrar seu verdadeiro caminho.Ou seja os pais tem de participar da vida escolar de seus filhos principalmente nos primeiros anos onde estará sendo formada a base e os fundamentos que cada família quer que seu rebento siga. Não podemos mais esperar melhoras se cada família não traz para si a responsabilidade de que aquela criança será o futuro cidadão ou o futuro meliante. Então vamos todos participar. Se percebeu que seu filho caminha descompassado, não aprende,não participa ou está indo para um caminho tortuoso ou sem luz;apresente-se,oriente-se a você mesmo e aos seus pares,assim pais,e professores, comunidade em geral, estaremos recuperando a esperança no amor através da educação. Não vejo outro caminho!
Articulista e Consultor Educacional do Jornal de Domingo desde fevereiro de 1992 - Laureado este mês com o título de Cidadão Anastaciano e de Cidadão Benemérito de Bodoquena

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