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COLUNA

Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos

Reflexão de Natal

23 dezembro 2018 - 11h00

Quando vejo as luzes das árvores de Natal espalhadas pelos lares de toda a cidade, recordo-me também das crianças à espera do presente que alguém poderá trazer. Quando ouço as canções de Natal levadas ao ar pelas emissoras de rádio da cidade, nos alto-falantes das lojas e das praças; quando vejo as pessoas alegres e apressadas a carregar presentes para seus entes queridos e amigos; quando vejo as mesas repletas de variados tipos de  sobremesas, bebidas e guloseimas sem fim, sinto um alívio em meu coração.

Entretanto, logo paro a tão maravilhosa reflexão em que me comprazia absorto já por um bom tempo, e fico a reviver as lembranças do Natal dos anos anteriores, onde tudo aconteceu dessa mesma forma, mas, logo após o início das comemorações e festejos natalinos, alguns antigos hábitos retornavam, a rotina tomava conta dos dias e o excesso de bebidas, de orgulho, de egoísmo, faziam propugnar seus resultados funestos, as brigas, as discussões, o desrespeito, a inversão de valores, a falta de caridade e fraternidade, nos lares e nas ruas são retomadas.

E é nessa hora que pensamos em desistir, deixar de lado o ideal e os sonhos; e até pensei em não continuar esse artigo parando por aqui e por fim bater em retirada, com o coração amargurado pelas injustiças que foram feitas contra nós durante o ano. Sim, quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade sem ter com quem dividir; a incompreensão, as calúnias, as injúrias, o desconforto, as ausências e os desprezos.

Mas então eu lembro. Não, não posso parar. Não posso deixar minha voz se calar depois de tantos anos de luta. Se eu, com o dom das palavras que Deus me deu, esmorecer, quantos mais ficarão? E então continuo a escrever e indago: O quanto temos ajudado nossos filhos, maridos, esposas,  pais, irmãos, amigos, namorados, a serem menos ambiciosos e mais amorosos? O quanto temos incentivado o diálogo ao invés da violência, do destempero... do ciúme?

O quanto temos desejado a paz e lutado por ela, ou temos competido sem limites para termos novos carros, novas casas? Não se preocupe... eu já sei a resposta. Mas não posso deixar de alertar: cuidado para não se machucar na cerca do individualismo que os separou até agora de seu vizinho. A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos. Insista... em progredir, em dividir, em acreditar, em ser.

Posto isso, vamos fazer deste Natal algo novo. Vamos transformá-lo em um ciclo de amor, de fraternidade; menos egoísmo, violência, exploração e escravização do homem pelo homem. Que os nossos governantes e representantes estejam imbuídos de seus deveres e obrigações, exercendo os poderes que lhes foram conferidos, a felicidade de seus outorgantes, o povo.

E que ali mesmo, na sua simplicidade, você possa fazer mais, alcançar mais, entretanto, sem a necessidade de pisar em ninguém ou de prejudicar alguém para ter seu espaço. Vamos transformar a lógica competitiva e excludente do sistema em práticas de solidariedade e inclusão e por fim desejo que no meu artigo de Natal de 2019, lá na edição 1.319 do Jornal de Domingo, eu esteja publicando sobre a sua alegria, sobre as suas realizações,  pois se seus objetivos são atingidos e se seu objetivo é a amizade... um dia você me atinge de uma forma ou de outra, como estou lhe atingindo agora. Feliz Natal. E que cada leitor leve meu agradecimento.

(*) Articulista do Jornal de Domingo há 1.267 edições, desde fevereiro de 1992.

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