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COLUNA

Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos

Sunt Lacrimae Rerum*

13 fevereiro 2019 - 08h18

Já não é mais segredo, que abro o meu dia abraçado a prosa heroica da manhã e continuo tentando, ainda, galgar os primeiros passos das letras, num mundo aonde a situação financeira, a ambição e a ingratidão tem vozes mais altas e veementes do que a atenção, o carinho e as boas práticas de gentilezas ao ser humano. E a gratidão tem intimidade com a memória. Como ser grato a alguém se já esqueceu o que foi feito?

Considero então a memória como o registro passo a passo da nossa cainhada, de cada família, de cada um de nós, porque cada um de nós temos um percurso único na história da humanidade  mas com o singelo dever de deixar eternizado o seu significado, assim como escreveu Juvenal Arduini “Viver é significar, não se morre quando se perde a vida mas quando se perde o significado” E quanto tem significado a vida de cada um de nós, eu porque escrevo e vocês porque leem. Acrescento o que Paulo Coelho Machado enfatizava “As cidades são construídas pelos humildes e tem o seu rosto, cabe aos líderes, aos heróis, defendê-las, aos governantes melhorá-las”, e é certo que ainda temos que olhar por aqueles, que ainda penam por um atendimento médico e por uma moradia digna.

E mais que isso, a todos os nossos líderes, que honrem sua genealogia, que possa ser a mais simples, mas que tenha sido duradoura e heroica como a dos meus pais, ou de vários outros exemplos a citar tal qual supedaneado na facúndia do então Presidente da Academia Sul-Mato-grossense de letras Reginaldo Alves de Araújo (que ocupa a cadeira 21 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, anteriormente honrada por Paulo Coelho Machado (em memória), e tem por patrono Arlindo de Andrade Gomes),  quando trata do  paladino do Pantanal Astúrio Ferreira dos Santos, (prêmio Ecologia e Ambientalismo /2006), que quando nem se falava em “ambientalismo” propugnou por uma reunião na Loja Maçônica Estrela do Sul, criaram a FUCONAMS (13.11.79 – primeira ata de reunião, em sua própria residência). Astúrio, homem vitorioso por saber  discernir o predador do artesão pescador, que necessita extrair das águas o seu sustento, reverenciando-a tanto quanto os demais sublimes elementos naturais alinhado a paixão das barrancas. e sobretudo por criar a cultura ambientalista agora já razoavelmente arraigada neste Estado, embora seja preciso ser mais bem praticada, pelo menos por três vertentes: erosão e queimadas (combate) e agrotóxicos (controle). 

E pra finalizar quero reafirmar que nossa vida deve ter alma, deve manifestar a alegria das gerações deve mostrar a garra de seu sobrenome e a determinação em busca de nosso real destino, por fim, não podemos, permitir que os “passos feitos” por todo aquele que comunga (ou comungou) da construção de nossa sociedade, sejam  apagados pelo esquecimento. Não podemos, esquecer o que fizeram por nós, aliás... esquecer “é perder-se, é cancelar parte da vida”. Ao reverso, escrever é ato de sobrevivência, de permanência, de imortalidade. Afinal, hoje também sou: um imortal pela palavra, porque lembro dos que realmente merecem ser homenageados e reverenciados por todo o exemplo que nos deram e que hoje estão vivos, fenecidos ou se recuperando nos hospitais. É só seguir!

(*) Existem as lágrimas das coisas. Expressão de Virgílio (Eneida, I, 462). Nos grandes infortúnios até os seres inanimados parecem chorar.

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