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COLUNA

Rosildo Barcellos

Rosildo Barcellos

15 de Outubro

18 outubro 2019 - 16h29

É preocupante, o abandono da carreira de docente, no Mato Grosso do Sul, e no outro lado do drama, diminui o ingresso de estudante nas licenciaturas. As razões, são notórias: salário, condição de trabalho e o mínimo reconhecimento da profissão em si. Enquanto médicos estão recusando dez mil reais de um programa do governo, milhares de professores atuam por menos da metade disso. Realmente não se percebe um plano de carreira atraente e meritocrático, além de ser ínfima a consciência pública do papel do “mestre”, para a melhoria da saúde, da segurança, do trânsito ou da preservação ambiental. Desta maneira estamos num ambiente em que para muitos pais, o importante é ter um emprego e ajudar em casa. Os jovens,  acham que os professores não são exemplos para serem seguidos e os professores acham que fora da sala de aula encontrarão reconhecimento e satisfação profissional.

Certo é que a figura do professor, que na época que eu comecei, há vinte e cinco anos atrás, tinha a função de professar o conhecimento, me leva atualmente a mediar conflitos, o que dificulta o objetivo  de fazê-los serem conscientes de suas responsabilidades, de transformar vidas e prepará-los para serem cidadãos responsáveis e com um lastro de moralidade e ética, para neste momento entregá-los a sociedade e assim crescer todos juntos. O paradoxo existe quando somos culpados pelo fracasso e insucesso escolar. Por isso a minha preocupação quando recebi os dados do  Plano de Desligamento Voluntário, do governo estadual, com os professores liderando a lista dos pedidos deferidos.

O PDV foi instituído em lei que entrou em vigor em abril deste ano. A iniciativa foi destinada aos servidores efetivos civis. Os que optaram por aderir ao plano vão receber o equivalente a remuneração mensal para cada ano trabalhado, além de bônus de 30%.  A economia gerada, segundo balanço do governo estadual é de R$ 8,209 milhões, decorrente dos encargos anuais, porém, esse valor ainda não será totalmente perceptível no prazo de 12 meses, até que se paguem as indenizações previstas calculadas em R$ 7,495 milhões. No total, a Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização, recebeu 160 pedidos. Além dos 132 deferidos, entram nesta relação: 11 cancelados, 15 indeferidos e dois sobrestados, estes, em que os servidores respondem a processos administrativos. A Secretaria de Educação, representa 66 deferimentos do total, divididos pelos professores (23), com renda média de R$ 4,3 mil. Por derradeiro, preciso dizer, com emoção: Professor, aquele que ensina, que transmite conhecimento, é ser essencial para a formação do ser humano. Mais uma vez comemoramos o dia de um dos, senão do mais importante profissional da sociedade. Aquele que dedica sua vida a ensinar, e trabalha incansavelmente todos os dias, por acreditar que com seu trabalho, poderá ajudar de alguma forma o seu país e por amar o que faz.

Articulista, no jornal de Domingo há 1308 edições.

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