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Cultura

De casamento em chácara ao The Voice: campo-grandense conta experiência ao JD1

Em entrevista exclusiva, Ana Luiza Postingher revelou sobre início na música até ver uma cadeira virando para ela em programa nacional

22 novembro 2021 - 12h26Gabrielly Gonzalez

A campo-grandense Ana Luiza Postingher, de 25 anos, é uma das milhares de vozes escolhidas para estar na décima temporada do The Voice Brasil – programa musical da TV Globo. A voz de Ana chamou atenção da cantora baiana Cláudia Leitte, que virou a cadeira para ela nas “audições às cegas” no início deste mês.

A reportagem do JD1 Notícias conversou com a cantora sul-mato-grossense que contou desde quando começou a cantar até sua entrada no programa de televisão. Segundo Ana, a cantoria está na família desde muito tempo, o que a levou a entrar na igreja e praticar o dom. “Foi na igreja que aprendi a cantar em harmonia, a dividir voz – que eu gosto muito -, e com 11 anos já fui fazer parte do coral de adultos”, revelou.

Aos 18 anos, Ana Luiza disse que foi ‘descoberta’ no banheiro da faculdade. “Enquanto eu cantava, chegou uma mulher e me contou que eles estavam chegando agora [em Campo Grande] e perguntou se eu não queria fazer parte do grupo”. Antes disso, a cantora disse que chegou a cantar em muitos casamentos sem cobrar nada.

Inscrição no The Voice Brasil –

Postingher revelou ao JD1 Notícias que essa foi a primeira inscrição no programa. “Vontade sempre tinha tido, mas me faltava coragem. Apesar de ser um programa de calouros de música, a aparência conta muito, então eu pensava ‘eu preciso ser muito boa para ter uma oportunidade’. É um sonho que parecia difícil e tão fora das minhas mãos”.

Além disso, o medo do julgamento quem vem por estar na televisão também era um peso para ela. “Eu pensava ‘eu não tenho a imagem que gostaria que eu tivesse’, e ao assistir o BBB [Big Brother Brasil] eu me identifiquei muito com o Gil do Vigor. Não tem a imagem que as pessoas esperam, além de ter a academia como principal referência”, expôs Ana ao contar sobre sua paixão por estudar e sobre suas inscrições em mestrados, que ela ainda aguarda resultado.

Cadeira virou –

Após a cadeira virar para a cantora campo-grandense, ela revela que tudo virou uma ‘loucura’. “Fez eu descobrir que sou tímida, porque todo o processo até as audições à cega te deixa muito animado. Primeiro que estavam pagando para eu viajar para o Rio de Janeiro com tudo pago porque sei cantar. Hotel cinco estrelas, chegada no projac, é tudo surreal”, explanou.

“De repente eu percebo que sou amadora naquilo [cantar], que é muito diferente do que cantar em uma chácara em um casamento. Seus amigos começam a te ver na TV e mandar mensagem, porque até aquele momento, ninguém podia saber”, completou Ana.

Ana Luiza também revelou sobre a sensação de ver uma cadeira virando para ela. “Geralmente as pessoas ficam felizes e emocionadas. Eu posso estar sendo crítica, mas acho que mandei mal, fiquei muito nervosa e não conseguia cantar do jeito que eu sei, que precisava. Fiquei [ao virar a cadeira] ‘Graças a Deus e ‘que mulher louca’”, disse rindo da situação.

Ainda, Ana contou que ao chegar ao hotel ligou e perguntou a avó [que foi uma das inspirações para ela cantar] como tinha sido a apresentação. “Ela virou e disse, ‘o importante é que você entrou, né’, aí eu vi que não fui tão crítica assim”, riu.

Planos futuros –

Ana Luiza diz que ainda não faz ideia do que vai fazer ao final do programa, mas que tem conhecido muita gente do meio musical e que é a primeira vez que ela vê a música como, de fato, uma carreira.

“É a primeira vez que quero fazer isso como profissão, além de cantar em casamentos e eu descobri que sou apaixonada por teatro, então talvez eu busque cantar em teatro musical, fazer duplagem, algo assim, que me chama mais atenção”.

Na capital sul-mato-grossense, a cantora afirmou que ainda não há nenhum projeto devido a agenda corrida por conta da gravação do programa, mas que está aberta a convites futuros.

Conselho –

Para quem quer seguir o mesmo sonho, Ana Luiza deixou um breve conselho. “Tentar. Porque a gente não faz a menor ideia de como vai ser avaliado, isso é na vida. Se a gente não tentar, não vai saber o que pode alcançar. Se não conseguir de primeira, não significa que você é ruim, tente de novo. Só assim saberá a resposta”, pontuou.

Já para o programa, a cantora dá duas dicas: cantar músicas que você já tenha familiaridade e sempre em um tom confortável. “Não é o lugar para arriscar a aprender algo novo, porque até com uma música que você sabe, tem o nervosismo”, ressaltou.

“Faça aulas de canto, procure profissionais especializados, como otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, e professor de canto, porque nossa voz depende da nossa saúde. E se joga, canta pelos banheiros da cidade, faça e poste vídeo, nós, artistas, não podemos desistir”, finalizou Ana Luiza em conversa com a reportagem do JD1 Notícias.

Senar - Jan22

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