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Cultura

Festival gera emprego e renda e aquece a economia de Bonito

Faturamento ficará em torno de R$ 2 milhões

02 agosto 2016 - 10h40Notícias MS

O comércio da cidade se manteve aquecido nos quatros dias de Festival mesmo nesse período de instabilidade econômica pelo qual passa o País. A estimativa da Associação Comercial e Empresarial de Bonito (ACEB) é que o faturamento fique em torno de R$ 2 milhões. Esse movimento contribui para que a transição entre a baixa e a alta temporada tenha um fôlego a mais nos diversos setores da economia.

Com uma população de cerca de 20 mil habitantes, e com 928 empresas instaladas, de acordo com dados do IBGE, nessa época de Festival a economia gira beneficiando a população com os recursos oriundos dessa grande movimentação de  visitantes durante os quatro dias de evento. Bonito tem uma vocação econômica voltada para o setor turístico, apesar de também ter forte atuação no setor agropecuário. E um dos legados que o Festival deixa para o setor econômico é justamente o despertar do espírito empreendedor uma vez que muitas das pessoas que visitam a cidade acabam retornando para montar um negócio.

“O Festival de Inverno contribui em muito para fomentar o comércio, além de ser um evento tradicional onde o povo bonitense se identifica com ele”, enfatiza o presidente da ACEB, Marcelo Santos Souza que ainda destaca que os hotéis, agências de turismo, bares e restaurantes são os que tem aumento de até 40% no faturamento durante o período do Festival. Ele também explica que o setor varejista também é contemplado quando acaba o evento, pois o dinheiro continua a circular, principalmente entre a população que aproveitou para ganhar um extra durante os dias de festa. Também constata a vocação econômica aliada a sustentabilidade “Bonito é uma cidade privilegiada que consegue conciliar o turismo de preservação com a produção agrícola e pecuária”, frisa Santos.

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Na cidade, de acordo com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), entidade que conta com 24 associados e que existe há dez anos, existem cerca de 50 bares e restaurantes no centro da Cidade empregando aproximadamente 500 trabalhadores efetivos. Durante o Festival esse número aumenta em torno de 50º% com a contração de temporários. Ainda segundo a entidade, o setor deve movimentar por volta de 600 mil reais.

Segundo Alexandre Fredrich, presidente da Abrasel e proprietário do Restaurante Aquário no centro e do Bosque no Balneário Municipal, houve uma queda no faturamento em relação ao ano passado e isso devido a diversos fatores, sendo o principal deles o atual momento econômico do país. Mesmo assim, o festival contribuiu para manter a estabilidade. “Sem o festival, o impacto dessa crise seria maior”, frisa Fredrich. Já o proprietário da lanchonete Vicio da Gula, Mário Amâncio, disse que conseguiu manter o faturamento e disse que esta edição do Festival está melhor do que ano no passado. “É importante que aconteça o Festival por que estica a temporada e dá um fôlego para os comerciantes”, avalia Amâncio.

Um dos bares mais tradicionais da cidade, o Taboa, que tem como carro chefe sua cachaça, uma mistura de mel, canela, e guaraná em pó, também é um dos mais movimentados nessa época. Cerca de 700 pessoas passam por dia no estabelecimento com um consumo médio de R$ 43,00. O gerente Robert Albuquerque, que trabalha no bar há 18 anos, fala da importância do Festival para movimentar inclusive a população local, “É fundamental que exista [o festival] pelo fator econômico atraindo não só o turista regional ou nacional, mas também a própria população da cidade que se sente atraída para participar do evento já que o bonitense não tem muito acesso à cultura”, diz Albuquerque. Durante o festival o bar abre às 16h chegando a fechar no segundo dia do Festival às 4h da manhã.

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