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Cultura

Filho de Almir Sater, Gabriel estreia no teatro abençoado por seus ídolos

03 novembro 2015 - 11h02

Via Uol

Momentos antes de fazer a primeira sessão do musical "Nuvem de Lágrimas", Gabriel Sater estava tão nervoso que não parava de repetir seu texto no camarim do Teatro Bradesco, em São Paulo. Estava com medo de esquecer alguma fala, até que os colegas de elenco o acalmaram. Ele respirou fundo e segurou firme sua estreia no teatro, tendo como espectadores o pai, Almir Sater, além dos músicos Renato Teixeira, Sérgio Reis, Daniel e Chitãozinho e Xororó.

"Fiquei temeroso de dar o famoso branco", disse ele ao UOL, assim que a sessão chegou ao fim. "Estudei muito, mas sou muito obsessivo no meu método de criação". Nascido em berço musical, Gabriel teve contato com o teatro só no fim da adolescência, quando cursou o ensino médio nos Estados Unidos. "Lá fiz seis meses de teatro e seis meses de cinema. Depois, só voltei a atuar quando fiz a novela 'Meu Pedacinho de Chão'", contou. "Aprendi muito com o Luiz Fernando Carvalho [diretor do folhetim da Globo] e sua equipe, mas a estreia em teatro de verdade é agora".

Aos 33 anos, protagoniza, ao lado de Luy Alves (finalista do programa "The Voice Brasil", da Globo), a superprodução dirigida por Luciano Andrey. Ele dá vida à Darci, um jovem advogado do interior que se apaixona por uma gerente de cooperativa rural. Ambientada no campo, a peça escrita por Anna Toledo tem sotaque interiorano e trilha com clássicos sertanejos de Chitãozinho & Xororó.

O musical só estreia para o público na próxima quinta-feira (5), mas a sessão para convidados e imprensa, realizada na semana passada, foi a "primeira valendo" para Gabriel, que a definiu como "uma montanha de emoções". "Foram 90 dias de imersão. Apresentar para tanta gente gabaritada na plateia foi um marco na minha carreira. Treino é treino, jogo é jogo. E o primeiro jogo para valer foi muito emocionante".

Gabriel disse que gosta de "encarar desafios que dão medo" para se "tornar um artista completo". Por isso topou o convite para o musical e, admite, fez "um trabalho sincero, verdadeiro". "Minha mão é a mais pesada", ele disse em referência à sua autocrítica. Ao subir no palco para atuar e fazer música ao mesmo tempo, afirmou trazer toda uma base vinda da convivência com o pai, sua "grande referência", e também com outros grandes nomes da música de raiz.

Orgulho da família

Almir Sater contou de forma tranquila que viu o filho começar tocando violão clássico e que ficou surpreso quando Gabriel comunicou que seria protagonista de um musical. Deu sua bênção. "O pai sempre fica feliz", disse o músico ao UOL. "Mas não dou muito conselho, porque dificilmente filho ouve conselho do pai. Prefere ouvir o amigo, a namorada. Então, prefiro criticar com amor". Mulher de Almir Sater, Ana Paula Sater é mais condescendente com o enteado que tem como filho. "Fiquei orgulhosa do Gabriel".

Renato Teixeira, a quem Gabriel chama de tio, não poupou elogios. "Gabriel é um cara esforçado, que tem objetivos. E referência é uma coisa fundamental. Quem tem boas referências não morre pagão". Outro "tio" famoso, Sérgio Reis contou todo prosa sobre a ligação que recebeu de Gabriel. "Ele me falou: 'Tio, você e o tio Renato fazem parte da minha vida. Aprendi tudo o que sei com o papai, o senhor e o tio Renato, vocês três têm de vir'", lembrou. "Com essa febre de sertanejo universitário, fico feliz em ver um musical que resgata o antigo para as novas gerações, as coisas verdadeiras do sertanejo, com roupas simples, o palavreado do interior, as músicas, a sanfona e a viola".

Essência e DNA

O cantor Daniel, também convidado por Gabriel para ver a peça, acredita que "o mais interessante é a essência que ele tem". "Isso não se fabrica. Ele herdou do pai. E é bom saber que temos um cara assim, com essas referências, para nossos jovens lá na frente. Festejo cada cena deste musical, porque tem essa coisa que está impregnada na gente, de raiz. O Brasil é calcado na terra, no campo", define.

Homenageados na peça com suas canções em cena, Chitãozinho & Xororó se derreteram ao falar da obra e de Gabriel. Chitãozinho contou que chorou boa parte do musical, porque se lembrava de quando cantou cada música ao lado do irmão pela primeira vez. Sobre Gabriel Sater, usou a biologia. "A genética é uma coisa louca, né? O DNA é forte. Ele lembra muito o pai dele. Está maravilhoso. O Almir deixou um presentão para nós".

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