A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) organizou uma atividade inédita para lembrar o Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna (28 de maio). A exposição fotográfica “Cuidar faz bem” vai mostrar imagens que simbolizam o afeto e o cuidado da família no processo de gestação, parto e puerpério.
As unidades de saúde do município e os hospitais do SUS (Santa Casa, Regional, Hospital da Mulher, Maternidade Cândido Mariano e HU) poderão participar da iniciativa mandando uma foto inspirada no tema proposto. Um júri técnico vai selecionar vinte fotografias que vão compor a mostra.
As fotos devem ser enviadas por email, no período de 30 de maio a 30 de junho, no seguinte endereço eletrônico: [email protected] ou [email protected]. As imagens devem ser tiradas em alta resolução e com legendas explicando a história da fotografia.
A exposição objetiva aumentar a auto-estima das gestantes, motivar o relacionamento entre os profissionais de saúde, as gestantes e suas famílias, e promover uma mostra itinerante das fotos selecionadas. A idéia é começar a exposição no mês de julho em locais públicos da cidade (como hospitais, maternidades e a Câmara de Vereadores).
“Nossa preocupação é estimular fotos do cotidiano, da experiência dos profissionais de saúde, do atendimento e do dia-a-dia da própria gestante. Não é um concurso de beleza das gestantes. Queremos o olhar diferenciado, individualizado da mulher grávida”, observou Fabiana Cavalcante, gerente técnica de Saúde da Mulher da Sesau.
Os interessados em obter mais informações da mostra fotográfica podem ligar no telefone 3314-3045 (Sesau) e falar com a Fabiana ou Kelma.
Morte Materna – A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como morte materna quando o falecimento ocorre durante a gravidez ou no período de 42 dias após o término da gestação. É considerado aceitável, pela OMS, o índice de 20 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos; entre 20 e 49 mortes o índice é considerado médio; entre 50 e 149 mortes é alto e acima de 150 muito alto.
No Brasil, a taxa oficial de mortalidade materna é de 72,4 mortes de mulheres para cada cem mil nascidos vivos, correspondendo a 1.572 óbitos maternos. As principais causas do problema são hipertensão arterial, hemorragia, complicações decorrentes do aborto realizado em condições inseguras, infecção pós-parto e doenças do aparelho respiratório.
O presidente do Comitê Municipal de Mortalidade Materno-infantil e Fetal, Paulo Ito, defende o trabalho intersetorial para reduzir os índices de mortalidade materna. “Precisamos corresponsabilizar todos os envolvidos na questão, desde o gestor, o trabalhador da saúde e a usuária da rede de saúde, para mudar a realidade. Os principais fatores que provocam a morte materna podem ser prevenidos”, atestou.
A assistência médica especializada dispensada à gestante é outro tópico enfatizado por Paulo. “A qualificação do atendimento nos hospitais passa por toda a equipe de saúde, desde a funcionária administrativa, até a assistente social, a psicóloga, a nutricionista, os enfermeiros e médicos”, pontuou.
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