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Cultura

Liv Tyler retoma carreira e diz que ficou em choque com fim de 'O Senhor dos Anéis'

30 junho 2014 - 11h10Via Folha
Liv Tyler está pronta para uma nova fase da vida. "Pessoal e profissionalmente, não me sentia tão bem como agora há muito tempo", diz a atriz, que completa 37 anos no próximo dia 1º de julho e, pela primeira vez, aceita um trabalho na TV, na série "The Leftovers".

É também o primeiro programa do cocriador de "Lost" Damon Lindelof, depois do sucesso da série, e uma adaptação de um romance de Tom Perrotta — autor dos livros que deram origem aos roteiros de "Eleição" (1999) e "Pecados Íntimos" (2006).

Desde que se separou do marido, o músico inglês Royston Langdon, em 2008, a atriz americana tinha decidido deixar a carreira em segundo plano para focar na criação do filho, Milo, 9.

Fez apenas alguns filmes, como "O Incrível Hulk" e "Os Estranhos", ambos de 2008, e, depois, desistiu de ser protagonista, para não ficar muito tempo longe do garoto. Nunca falou abertamente sobre a separação. Mas, agora, curada do trauma, está pronta para novos trabalhos — e velhas perguntas.

"Passei por um período tão complicado que não sabia se conseguiria sair dele", diz. "Nesses últimos anos, precisei trabalhar bastante em mim, encarar meus problemas em relação à separação."

E não é que sua vida tenha sido livre de dramas até o fim do casamento. Aos oito anos, Liv descobriu que seu pai verdadeiro não era o músico Todd Rundgren, como pensara até então, mas Steven Tyler, vocalista da banda Aerosmith. Em 1996, aos 18 anos, um dia depois de se formar no colegial, viajou para a Itália para filmar "Beleza Roubada", de Bernardo Bertolucci, e, diante dos elogios da crítica, se viu em um furacão midiático que deixaria qualquer atriz experiente de cabelo em pé.

Em um curto espaço de tempo, enfrentou a ira de críticos (pelo filme "Armageddon", de 1998) e dos fãs radicais (pelas cenas que sua personagem ganhou na saga "O Senhor dos Anéis" e que não existiam nos livros).

Estranho e fantasioso
Em "The Leftovers", Liv interpreta uma mulher que está prestes a casar, mas que abandona o noivo para se juntar a um culto. O grupo é criado depois que 2% da população terrestre desaparece sem deixar o menor vestígio — o que pode ser o início do juízo final.

"Mas não foi isso que me interessou, não acho que Deus ficará bravo comigo se eu fizer algo de errado", afirma. "Estava interessada na TV há algum tempo e procurava algo meio estranho e fantasioso, como 'Twin Peaks'. Além disso, a série é rodada em Nova York, onde moro com meu filho."

A dedicação a Milo também tem a ver com a retomada da carreira. "Ele vai ser sempre o mais importante para mim, mas cuido dele com o dinheiro que ganho com esse trabalho, que amo fazer. Nem todo mundo tem esse privilégio", diz. "Cresci junto de artistas talentosos que não conseguiam pagar as contas com sua arte, precisavam de outro emprego. Sei como isso é duro."

Ironicamente, foi um segundo trabalho que a manteve tranquila para "sumir" das telas de cinema nos últimos anos. "Eu tinha um contrato de dez anos como modelo de campanhas da Givenchy, então, podia escolher projetos pequenos que me exigiam pouco", diz. "Durante um tempo, não sabia se conseguiria ter o desejo de voltar a fazer um filme grande."

O blockbuster ainda não veio, mas "The Leftovers" exigiu tanto quanto um longa-metragem. "Foram cinco meses de filmagens sem tempo para pensar nem no fim de semana", conta Liv.

"Demorei um pouco para me acostumar com o processo, com o fato de receber o roteiro um dia antes de atuar. Mas depois consegui entrar no clima de família da série, que só tive antes em 'O Senhor dos Anéis'".

A trilogia de Peter Jackson, filmada na Nova Zelândia ao longo de cinco anos, deixou boas lembranças. "Foi uma época bem divertida. Quando acabou, fiquei em choque: 'Preciso trabalhar em um filme normal agora?'", brinca.

"Era um desafio incrível para uma garota de 25 anos, partir para a Nova Zelândia, distante de tudo, e se concentrar apenas no trabalho. Agora, tenho outras batalhas: acordar cedo, fazer o café, levar Milo para a escola, pensar no jantar e em bater em alguém."

No primeiro episódio da série, que estreou ontem (29) na HBO, a atriz precisou estapear a veterana Amy Brenneman ("Private Practice"), que interpreta uma das integrantes do estranho culto que faz voto de silêncio e fuma um cigarro atrás do outro - o lema do grupo é "Parem de desperdiçar seu fôlego".

"Foi ótimo porque raiva é uma emoção que não sinto frequentemente. Precisa de muito para me tirar do sério, mas quando isso acontece...", avisa. "Normalmente, é quando preciso proteger Milo. Viro uma selvagem quando liberto essa raiva. É como um dragão escondido nas entranhas."
Unica - inverno

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