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Cultura

Mauricio de Sousa oferece gibis como propaganda para Vale-Cultura

12 março 2014 - 11h33Via Folha
Daqui a três meses, os leitores dos gibis da Turma da Mônica poderão ler, além das histórias infantis criadas por Mauricio de Sousa, informações nas revistas sobre o Vale-Cultura.

Semelhante a um vale-refeição, o Vale-Cultura é um cartão de R$ 50 mensais que poderá ser distribuído a funcionários por empresas - algumas receberão abatimento no Imposto de Renda -, para gastos com atividades culturais. O valor é cumulativo.

Em uma entrega simbólica dos cartões do Vale-Cultura na Livraria Saraiva, que ocorreu nessa terça-feira (11) em São Paulo, Mauricio de Sousa ofereceu discretamente à ministra da Cultura, Marta Suplicy, as capas das revistas da Turma da Mônica como veículo para explicar o que é o programa.

Ele colocou à disposição 16 revistas da Turma da Mônica, que têm tiragem mensal de 3,5 milhões.

"Quero colocar uma chamada de capa e uma explicação no miolo sobre o que é o Vale-Cultura", disse ele. Segundo o desenhista, um anúncio na página de suas revistas custa em torno de 30 mil reais. Ele, porém, diz não ter a intenção de cobrar o ministério por isso, já que também seria indiretamente beneficiado – o Vale-Cultura poderá ser usado em bancas e livrarias para comprar revistas.

A ideia de Mauricio de Sousa é "educar" a criança sobre o que é o programa do governo, que, no entanto, é direcionado a adultos.

"Existe alguma diferença de público adulto e criança hoje? A criança já tá mais esperta, antenada. Vai dizer pra mãe: 'O que é isso? O que podemos fazer?' Vem aí toda uma didática provocada pela revista", diz.

Segundo o criador da Turma da Mônica, a ideia foi bem aceita pela ministra da Cultura.

Processo lento
Até agora, segundo o Ministério da Cultura, R$ 560 milhões já foram injetados na cultura com a circulação dos cartões do Vale-Cultura.

Segundo Marta, 160 mil trabalhadores têm o cartão em mãos – grande parte deles é de empresas estatais, que aderiram por recomendação da presidente Dilma Rousseff. Isso representa 0,4% da meta do governo, que espera atingir 42 milhões de pessoas até 2020.

"O Vale-Cultura é um processo lento, que vai sendo assimilado. Estamos muito satisfeitos com o que caminho que está percorrendo", diz Marta. "As peças de teatro ficarão mais repletas, a venda de livros aumentará muito, até bailes funks terão mais gente que vai poder pagar sua entrada."

Hoje, Marta fez uma entrega simbólica a uma vendedora da área de literatura da livraria Saraiva, Thais Aparecida Marques dos Santos, 26. Ela disse que iria economizar o dinheiro do cartão para gastá-lo com livros durante a Bienal do Livro, em agosto.

A livraria Saraiva tem 6.000 trabalhadores em toda a sua rede – destes, parte dos primeiros elegíveis ao programa, ou seja, quem recebe até cinco salários mínimos, fez adesão ao programa. A rede não revela a quantidade total de funcionários que receberá o cartão.
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