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Cultura

O adeus a uma lenda do blues sul-mato-grossense: Zé Pretim é encontrado morto em casa

O corpo ainda está no Imol e a causa da morte ainda não foi apurada

16 setembro 2021 - 16h27Méri Oliveira

A cena do blues campo-grandense amanheceu mais triste nesta quinta-feira (16), com a morte de um nos nomes mais renomados do blues sul-mato-grossense: Zé Pretim, o "Bluesman Pantaneiro", foi encontrado morto na manhã de hoje, em seu apartamento, no bairro São Jorge da Lagoa, na Capital. 

De acordo com o guitarrista e amigo Luis Ávila, Zé Pretim tinha uma consulta, mas ninguém conseguia falar com o músico. "Ele tinha uma consulta médica para fazer hoje, e a gente pediu pra síndica chamar ele, a síndica batia na porta e ele não respondia, ela achou aquilo muito estranho, e pediu para alguém abrir a janela dele e encontrou ele lá". 

Com a morte repentina, a família de Zé Pretim se viu com dificuldade para pagar as custas do velório e taxas do cemitério, mas de acordo com a irmã do músico, Maria Helena, o valor já foi arrecadado.

Outro problema - que também já foi resolvido - era a vinda de Miguel, um dos filhos do bluesman, que mora em Rondonópolis (MT), e foi pego de surpresa e sem condições de vir dar o último adeus ao pai, mas as passagens já foram providenciadas por amigos. 

Entre os músicos Luis Ávila e Zé Fiuza, tocando no Festival Psicodália, em SC

Zé Pretim é mineiro de Inhapim. Nascido em 1954, aprendeu a tocar violão por conta própria, quando morava na roça. 

Segundo Luis Ávila, a trajetória de Zé é longa e difícil de resumir. "Eu sei que ele está no estado desde o início dos anos 1970, 80 ele tocou no Euphoria, tocou no Zutrik, nos anos 90 em que ele começou a assumir a identidade dele solo, daí teve aquela passagem dele pelo Raul Gil agora em 2017, se não me engano. A carreira dele é muito extensa pra eu tentar resumir em linhas curtas".

A música de Zé Pretim misturava blues, modas caipiras, músicas regionais e, até, músicas nordestinas, misturando o gênero nascido às margens do Rio Mississipi, nos Estados Unidos, com notas cheias de brasilidade, o que o tornou, inevitavelmente, uma lenda e uma grande referência do blues. 

A causa da morte ainda não foi identificada, já que o corpo ainda está no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), mas de acordo com Maria Helena, a irmã do guitarrista, ele era diabético e, ultimamente, a doença estava fora de controle. 

O velório será amanhã (17), na Pax MS, Av. Filinto Muller, 450 (Em frente ao Hospital Universitário), das 7h às 9h e o sepultamento será às 10h no Cemitério do Cruzeiro.

 

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