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Cultura

MS 42 anos, conheça a história do hino do Estado

A letra feita nas véspera da posse do 1º governador, enaltece as belezas naturais do estado

11 outubro 2019 - 09h43Sarah Chaves, com informações da assessoria

O hino de Mato Grosso do Sul, foi uma melodia criada em 1º de janeiro de 1979, pelo maestro carioca Radamés Gnattali, deu o tom para que Jorge Antônio Siufi, e Otávio Gonçalves Gomes, desenvolvessem a letra em apenas cinco dias antes da posse do primeiro governador do Estado, Harry Amorim Costa.

Na época foi aberto concurso para definição dos símbolos do Estado que escolheu a bandeira, o brasão e o hino, porém conforme o documentário “Hino – Glória e Tradição de uma gente audaz” – dirigido por Guilherme Cavalcante, Lizandra Moraes e Marcia Furtado – nenhum texto agradou o suficiente a comissão julgadora, e as vésperas da cerimônia de posse, durante o recesso de natal, os membros da academia sul-mato-grossense de letras foram chamados para compor a letra do hino em cima da melodia/partitura vinda do Rio de Janeiro. “Cinco dias no bairro Amambai fechados para finalizar o hino”, conta em trecho do documentário Jorge Siufi (in memorian), um dos compositores.

A letra enaltece as belezas naturais do Estado, do potencial solo fértil que MS representava a época, para o futuro do Brasil, e dá destaque a figuras importantes de episódios históricos como a Retirada da Laguna e a Guerra do Paraguai. Entre os nomes que aparecem, o do político Vespasiano Martins, defensor da emancipação do sul do Mato Grosso; do Coronel Carlos de Morais Camisão que liderou a Retirada da Laguna; do Tenente Antônio João, um dos heróis da Guerra do Paraguai; Guaicurus são os guerreiros índios que lutaram na guerra; e Ricardo Franco engenheiro e militar português fundador do Forte Novo de Coimbra.

Essa história não poderia ser contada sem a ajuda da escritora e musicista Lenilde Ramos, que participou desde a criação da letra, ensaio primeira apresentação, e atualmente é a interprete oficial do hino de MS mundo afora. “Tenho forte ligação com o hino de Mato Grosso do Sul. Tive a oportunidade de fazer parte da equipe de transição que criou a primeira Fundação de Cultura do Estado, no período de junho a dezembro de 1978” descreve.

A primeira apresentação foi na cerimônia de instalação do Estado, em 1° de janeiro de 1979 no Teatro Glauce Rocha. “A partir daquele momento, ele passou a fazer parte do meu trabalho. Tomei gosto por tocar e cantar o hino, e por divulgá-lo também”. A artista foi a primeira a adaptar o hino para a sanfona, ampliando ainda mais a identidade cultural do hino com as raízes sul-mato-grossenses. “Já cantei o hino em Brasília algumas vezes, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Goiânia, e até nos Estados Unidos, quando cantei o hino de Mato Grosso do Sul na sede das nações unidas (ONU). Hoje algumas pessoas se referem a mim como a mulher do hino, e eu fico feliz e honrada com essa referência, pois eu me sinto inteira uma representante da vida e da cultura de Mato Grosso do Sul”, declara com orgulho.

PMCG Refis

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