Leonardo DiCaprio e Brie Larson devem ganhar os Oscars de ator e atriz neste domingo, diz a temporada de prêmios de cinema deste ano. Ambos venceram o Globo de Ouro, o prêmio do sindicato dos atores, o Critics Choice e o Bafta. Um conjunto que os deixa bem confortáveis na disputa pelo prêmio da Academia, principalmente ele, que fez a campanha mais violenta que Hollywood viu nos últimos anos para levar a estatueta, destacando como foi fazer "o filme mais difícil" da sua vida. Por isso, "O Regresso" e "O Quarto de Jack" devem sair da noite deste domingo (28) com – pelo menos – um Oscar cada um. Mas esse não deve ser o único prêmio do longa de Alejandro G. Iñarritú, que tem tudo para fazer história.
Direção
Se começou a temporada como um coadjuvante na disputa de melhor diretor – principalmente porque já ganhou no ano passado com "Birdman" -, Iñarritú chegou à reta final da disputa na condição de favorito. Deu sorte. Num ano em que seus rivais eram um diretor de filme de ação (George Miller, de "Mad Max: Estrada da Fúria"); um diretor de comédias que fez um filme mais ambicioso (Adam McKay, de "A Grande Aposta") e um diretor indie cujo trabalho é tão discreto que mal aparece (Tom McCarthy, de "Spotligh"), seu "épico da sobrevivência", como ele vende, realizado num trabalho hercúleo, como a campanha de marketing vende, chama muito a atenção.
O mexicano ganhou o Globo de Ouro, o Bafta e foi o primeiro cineasta a fazer dobradinha dois anos seguidos no prêmio do Sindicato dos Diretores, o poderoso DGA. Suficiente para que a Academia, que já deu prêmios consecutivos para John Ford e Joseph L. Mankiewicz nos anos 1940 e 1950, decidir que "no problem" dar esse segundo Oscar para Iñarritu. Ainda mais num ano em que a falta de diversidade dos indicados virou um escândalo de grandes proporções. Na falta de uma desculpa melhor, a Academia pode ficar com um "não temos negros, mas adoramos os chicanos". E não vai deixar de ser verdade. Se Iñarritu ganhar, vai ser o terceiro Oscar seguido para um cineasta mexicano.
Coadjuvantes
As disputas de coadjuvantes parecem ser mais animadas. Sylvester Stallone lidera a bolsa de apostas do lado masculino por reprisar seu Rocky Balboa em "Creed" e, a despeito de suas limitações, está muito bem no papel. Se ganhar, vai ser um daqueles momentos par entrar pra história, e o Oscar adora fazer história. Neste ano, Sly não concorreu ao prêmio do Sindicado dos Atores, o SAG, nem ao Bafta, mas levou o Globo de Ouro e o Critics' Choice. Mesmo assim, com sua popularidade, continua como favorito. Mas é bom lembrar que a Academia tem um problema com gente popular demais. Eddie Murphy, por exemplo, tinha um SAG, prêmio do sindicato dos atores, e um Globo de Ouro. Perdeu o Oscar. Se Stallone não vencer, Mark Rylance, de "Ponte de Espiões", que venceu o Bafta, leva vantagem.
Alicia Vikander, de "A Garota Dinamarquesa", e Kate Winslet, de "Steve Jobs", polarizam a disputa entre as coadjuvantes femininas. A primeira ganhou o SAG e o Critics' Choice. A segunda levou o Bafta e o Globo de Ouro. Vikander fez cinco filmes neste ano. Foi "a revelação" e nesta categoria o Oscar adora inovar (Goldie Hawn, Marisa Tomei, Anna Paquin foram surpresas em seus respectivos anos). Já Winslet, que já tem um Oscar, é uma atriz respeitada e não seria estranho vê-la novamente homenageada, mas "Steve Jobs" não foi tão bem "comprado" pela temporada e suas chances ficaram menos claras.
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(Imagem: reprodução) 


