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Cultura

Projeto 'Turista' espalha colagens em pontos turísticos e inusitados

08 janeiro 2014 - 11h32Via Uol
Debaixo de um viaduto, atrás de uma lixeira, em um muro de um terreno baldio, ao lado de um monumento histórico ou mesmo em frente a fachadas de lojas, lá está ele. A figura do Turista, personagem do fotógrafo Gabriel Vanini, de início causa estranhamento e curiosidade, mas também gera sorrisos e provoca reflexões.

Misto de manifesto, arte e até sinalização turística, o trabalho de Vanini consiste em uma colagem de fotos de um homem portando uma câmera fotográfica. O lambe-lambe já se espalhou por diversos pontos de Florianópolis (cidade onde vive), São Paulo, Porto Alegre e já viajou até Punta del Leste e Las Vegas.

Por morar em Florianópolis, cidade que vive do turismo, o fotógrafo se perguntava por que não existia uma sinalização ou algo que identificasse os pontos turísticos do destino - ou mesmo os lugares interessantes para fotografar. Na visão de Vanini, faltava algo que promovesse uma interação maior entre o visitante e o ambiente.

Depois de ter contato com grafiteiros e artistas de rua, a ideia ganhou forma e tomou as ruas. Suas colagens estão em mirantes e próximos de atrações turísticas, mas também em becos escondidos, de difícil acesso ou proibidos - lugares tidos como não-turísticos em um primeiro olhar. Daí que surgem alguns questionamentos: são pontos que deveriam ser turísticos e mais bem cuidados, por isso o lambe está lá?

"Na verdade, os turistas são assim: exploradores que descobrem a cidade a cada passo", explica o artista. O intuito do projeto é justamente o de provocar reflexões como estas e despertar nas pessoas o desejo de ver a cidade de uma nova maneira. "É fazer com que elas busquem beleza nos lugares menos óbvios. Nos habituamos com o cotidiano ou estamos dispostos a vê-lo com outros olhos?", questiona.

Como a maioria dos artistas de rua do Brasil, Vanini encontra dificuldades para aplicar as colagens e até mesmo para fazer com que elas sobrevivam. Mas se por um lado o lambe é mais fácil de ser removido de um muro do que um grafite, por outro permite bastante intervenção. "Já vi todo tipo de coisa: mensagens, acessórios, telefones e por aí vai. Todo mundo tem um pouco dessa vontade de interagir na rua, apenas não sabe como começar", defende.
Girafa

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