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Cultura

Som da Concha acontece neste domingo de maneira híbrida

As apresentações também serão transmitidas pelo canal do youtube da Fundação de Cultura de MS

03 outubro 2021 - 12h15Brenda Assis

 Para você que curte a boa música autoral de Mato Grosso do Sul, o Som da Concha deste domingo (3), às 18 horas sobe ao palco a cantora e compositora Ariadne, com sua atmosfera musical minimalista, e às 19 horas é a vez de Simona, com o show “Não vou mais embora daqui”.

Cantando desde 2015, Ariadne traz ao Som da Concha o show de composições autorais e algumas releituras que fazem parte do mesmo universo de suas criações e trabalhos. A apresentação mostra como é possível criar uma grande atmosfera musical ainda que minimalista.

Será a estreia do trabalho “Indomada” de Ariadne, criada e não domada em Campo Grande. Uma viagem entre o místico e o real ultrapassando o etéreo, em um mergulho nas águas profundas do ser nem sempre humano.

Logo depois, às 19 horas, sobe ao palco o cantor e compositor Manoel Sotero de Oliveira, o Simona, com o show “Não vou mais embora daqui”. Na apresentação de 60 minutos, o músico é acompanhado pelo power-trio formado por Guilherme Cruz (guitarra), Rodrigo Teixeira (baixo) e Ju Souc (bateria). O repertório de 12 canções traz releituras para suas composições e novas músicas de Simona. O show conta com a participação da sua filha, a cantora Karô Castanha.

Do alto dos seus 71 anos, o artista comprova o seu talento de frontman e o balanço contagiante. Simona é um dos músicos de MS com mais tempo de atividade, somando mais de cinco décadas de trajetória.

O espetáculo ‘Não Vou Mais Embora’ traz 12 petardos e power-trio como banda de apoio. O seu cabelo ‘black power’ está tomado de fios brancos e suas músicas cada vez mais carregadas de balanço. Simona continua na ativa e não pensa em parar. Pelo contrário, está cheio de energia e com um novo espetáculo para cair na estrada. Simona é um dos personagens mais marcantes da música sul-mato-grossense, o primeiro afrodescendente a se destacar como cantor em Campo Grande a partir do final da década 1960 e pioneiro na junção de rock e soul na música de MS.

Ele participou de bandas germinais de rock campo-grandense, como The Cats e Os Infernais, e fez muito baile regado a Jovem Guarda e música internacional nos clubes da cidade na década de 1970. Foi também um dos primeiros artistas do Estado a assumir visual ‘back power’ e desde então vem combatendo o racismo por meio de sua arte. No novo show, comprova ser o pioneiro da ‘soul music’ em MS e sua performance contagiante demonstra que “aposentadoria” é uma palavra que não está em seu dicionário.

Som da Concha – O projeto criado em 2008 pela Fundação de Cultura proporciona shows aos finais de semana com entrada franca na Concha Acústica Helena Meirelles, que fica no Parque das Nações Indígenas. O projeto valoriza e difunde a produção musical sul-mato-grossense, selecionando músicos instrumentistas ou cantores solos, bandas ou grupos musicais residentes em Mato Grosso do Sul.

Serviço – Devido à pandemia do Covid-19, a edição 2020 do projeto acontece de forma híbrida, com transmissão ao vivo pelo www.youtube.com/fundacaodeculturamsoficial e pelo Facebook da Fundação de Cultura de MS, e com público presencial com entrada liberada para 238 pessoas, marcados na arquibancada, por ordem de chegada.

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