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Economia

Americanos cogitam criar moeda de US$ 1 trilhão contra crise

08 janeiro 2013 - 11h16Reprodução

Uma moeda de US$ 1 trilhão pode ser a solução para a crise que envolve o teto de endividamento dos Estados Unidos? Segundo a CNN, que usa a ironia para tratar da atual situação do país ("Isso mesmo. Nenhum problema com teto da dívida. Sem brigas no Congresso. Não há nervosismo no mercado. A única coisa necessária é o Departamento do Tesouro cunhar uma moeda de platina com um valor de US$ 1 trilhão"), essa é uma alternativa sendo cogitada por alguns especialistas e até congressistas.

Segundo a CNN, enquanto Obama diz que não vai negociar um aumento do teto da dívida dos Estados Unidos, os republicanos brigam por isso. Debate sobre debate, a moeda seria uma opção para evitar o default; pagar a dívida e auxiliar na crise que o país vive.

Alguns economistas dizem que é uma opção melhor do que não pagar a dívida e a moeda ainda pode ser considerada legal. A moeda seria uma opção à impressão de notas para completar US$ 1 trilhão porque nos EUA existe um limite de impressão de novas cédulas e também um valor máximo permitido para colocá-las em circulação. Além disso, a moeda precisaria ser de platina, pois a legislação americana não estipula limite de valores para esse tipo de material - o que ocorre com ouro e prata, por exemplo.

A ideia é que a moeda poderia ser depositada no Federal Reserve (FED, banco central americano) e como nunca entraria em circulação, não causaria inflação. Porém, alguns especialistas dizem que essa é uma alternativa de curto prazo e não resolveria a dívida americana. Outros criticam a medida completamente, dizendo que ela não trata do principal problema do país, que é de financiamento. A Casa Branca não se pronunciou à CNN.

Entenda
No 1º dia deste ano, o Congresso americano informou que país ultrapassou o limite de endividamento de US$ 16,39 trilhões (aproximadamente R$ 32,40 trilhões) autorizado pelos parlamentares. Por isso, uma série de medidas de emergência foram iniciadas para manter financiadas as atividades do governo a curto prazo e evitarão que os Estados Unidos vejam inviabilizada a possibilidade de realizar pagamentos. As medidas possibilitariam ao país economizar cerca de US$ 200 bilhões.

O aviso foi feito em meio ao debate sobre o "abismo fiscal", enquanto Câmara dos Deputados, Senado e Casa Branca tentam chegar a um acordo, afim de evitar cortes em todas as despesas do governo e o fim das isenções de impostos que já duram uma década.

O presidente Barack Obama procurou separar a discussão em torno do orçamento deficitário dos EUA e com as que rodeiam o endividamento nacional. Os republicanos, no entanto, querem vinculá-las, apontando que não adianta resolver o problema da dívida se não houver ajuste orçamentário.

A dívida nacional dos EUA atualmente é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O "abismo fiscal" é consequência, precisamente, de um acordo no Congresso em 2011 seguido de outra disputa sobre o aumento do limite do endividamento dos Estados Unidos e que trouxe a primeira degradação da qualificação do crédito do país.

Em julho de 2011, encorajados por uma facção conservadora em sua bancada da Câmara dos Deputados, os republicanos se negaram a aumentar o limite de endividamento exigindo que o Governo de Obama aceitasse em troca cortes equivalentes nas despesas, especialmente os dos serviços sociais, educação e saúde.

No final, o Congresso autorizou uma alta no endividamento, mas postergou a solução mais ampla ao problema da dívida e do déficit fiscal - de US$ 1 trilhão anuais - até após o pleito de novembro, imaginando vencer as eleições presidenciais e o fortalecimento da sua representação no Congresso.

O Governo de Obama - que herdou um déficit gerado durante uma década de guerras financiadas com dívida - propôs uma redução seletiva de despesas e aumentos de impostos para equilibrar as contas do Governo federal.

A regra de 2011 estipulou que, se não houvesse compromisso bipartidário sobre a redução equilibrada do déficit em 2012, em 1º de janeiro de 2013 entrariam em vigor cortes drásticos em todas as áreas de despesas do Governo, acabando, por exemplo, com seguro-desemprego, para 2,3 milhões de pessoas.

Via Terra

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