O maior banco do país teve lucro líquido de R$ 2,780 bilhões entre julho e setembro deste ano, crescimento de 2,8% em relação a igual período de 2013. Sobre o trimestre anterior, houve queda de 1,7%.
Excluindo ganhos e perdas extraordinários, o lucro alcançou R$ 2,885 bilhões, 10,5% acima do valor visto um ano antes, mas 3,9% abaixo do apurado entre abril e junho deste ano. Analistas consultados pela Reuters previam ganho em torno de R$ 3 bilhões.
A expectativa de crescimento para a carteira de crédito ampliada no país foi reduzida do intervalo entre 14% e 18% para entre 12% e 16%. Segundo o BB, a motivação para o corte na projeção foi a "menor demanda".
No terceiro trimestre, o banco apresentou expansão de 12,3% nos financiamentos na comparação anual e de 1,9% sobre o trimestre anterior, para R$ 732,719 bilhões ao final de setembro – o correspondente a 21,1% do mercado de crédito nacional –, à frente de Bradesco (R$ 444,2 bilhões), Santander (R$ 293,138 bilhões) e Itaú Unibanco (R$ 503,345 bilhões).
O avanço foi possível por causa da manutenção da estratégia de aumentar o crédito de menor risco, como o imobiliário. Esse perfil de crédito correspondeu por 76,1% da carteira orgânica do BB, formada por operações com clientes pessoa física, que finalizou o primeiro trimestre com saldo de R$ 145,6 bilhões, crescimento de 12% sobre o mesmo período de 2013 e de 2,3% em relação ao segundo trimestre.
A carteira de financiamentos de imóveis total do banco, que inclui pessoas físicas e empresas, alcançou R$ 35 bilhões em setembro, 73,1% acima do valor visto um ano antes. Sobre o segundo trimestre, houve avanço de 9,4%. Considerando apenas as pessoas físicas, a cifra chegou a R$ 25,7 bilhões.
Calotes
A inadimplência acima de 90 dias, contudo, encerrou setembro em 2,09%, alta de 0,12 ponto percentual sobre a taxa do terceiro trimestre de 2013 e maior que o 1,99% visto em junho deste ano. Foi o segundo trimestre consecutivo de avanço desse indicador.
Apesar do aumento, o nível de calotes do BB continua abaixo do registrado por seus principais concorrentes privados, todos com mais de 3% de inadimplência no terceiro trimestre. O Itaú Unibanco, por exemplo, viu a taxa cair para 3,2%, menor nível desde a fusão com o Unibanco, em novembro de 2008. O Bradesco manteve a inadimplência em 3,6%, enquanto no Santander o indicador caiu para 3,7%.
Com a inadimplência maior, o BB elevou as despesas com provisões para calote em 16,9% no terceiro trimestre, na comparação anual, para R$ 4,571 bilhões. Sobre o segundo trimestre, praticamente não houve variação.Reportar Erro
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