A Câmara Municipal de Campo Grande recebeu nesta sexta-feira (28) o presidente do Instituto Municipal de Previdência (IMPCG), Marcos Tabosa, para prestar esclarecimentos sobre as letras financeiras aplicadas no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central após identificação de fraudes. Durante a coletiva, o dirigente afirmou que o Instituto irá protocolar até a próxima semana uma ação na Justiça Federal para tentar garantir a recuperação do valor aplicado.
O Instituto aplicou R$ 1,2 milhão no Banco Master, equivalente a 3,6%, dos 20% que são autorizados a serem aplicado, montante que hoje soma R$ 1.427.687 com os rendimentos acumulados. Aproximadamente 7 mil aposentados do município dependem dos recursos administrados pelo órgão.
Ele afirmou ainda que a devolução das letras financeiras, originalmente prevista para 2029, será tratada no âmbito da ação judicial. O IMPCG que aplicava R$ 500 mil mês no banco, pedirá o congelamento dos lucros de três meses, que resulta em R$ 1,5 milhão.
Questionada sobre o parecer contrário de um dos conselhos deliberativo do IMPCG internos à época do investimento, a ex-presidente, vice-prefeita Camilla, se restringiu a falar que a análise não competia ao colegiado que se manifestou. “As opiniões foram individuais. A avaliação válida era a do comitê de investimentos”, disse.
Os demais investimentos da carteira do IMPCG estão distribuídos entre instituições como Itaú, Bradesco, Caixa Econômica e Banco do Brasil, seguindo o limite regulatório de até 20% para cada tipo de aplicação.
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